Por: Balard

| 27.07.09 |


PhotobucketJogos de Adventure, ou “point-and-click”, são a infância de muito nerd por aí, incluindo a minha. Nos anos 80 e até o início dos anos 90, a Lucas Arts e a Sierra inundaram o mercado com dezenas de títulos, de clássicos instantâneos a jogos medíocres que se perdem na memória. Para quem não conhece, ou já esqueceu, os “apontar-e-clicar” são jogos que você interage com o mundo através do mouse e de um sistema de verbos. Você pode escolher Usar, Pegar, Falar, Abrir, entre outras opções, e clicar num objeto. O jogo então mostra os resultados dessa ação. O foco principal desses jogos é a interação com o cenário e a combinação dos itens encontrados de maneira criativa, para resolver uma série de puzzles macabros e muitas vezes quase impossíveis. Em certos jogos, escolher a opção errada ou falhar em resolver um puzzle a tempo resulta numa morte horrível ao jogador, não muito diferente de RPGs das antigas. :D

A Lucas Arts, famosa por ser a empresa de jogos do tio George Lucas, era a líder nesse mercado. Seus jogos se diferenciavam dos outros por quase sempre ter uma boa dose de humor e pelo fato de seu personagem não morrer, por maior besteira que você faça. Não só de bons designs e boas histórias vivia a fama da Lucas Arts. Bons desenvolvedores criaram a robusta Scumm, uma engine (código base que faz os jogos) que facilitou muito tanto a criação quanto o ato de jogar esse tipo de jogo.

PhotobucketNessa engine, o mundo conheceu Maniac Mansion, o primeiro. Depois os clássicos Monkey Island, Day of the Tentacle, Indiana Jones, Sam & Max, Simon the Sorcerer, The Dig e Full Throtle. Já nos anos 90, o Scumm foi abandonado por alguns ótimos jogos 3D, o Grim Fandango e o Monkey Island 4. Depois disso, o estilo morreu no meio da demanda por jogos de ação e multiplayer.

Felizmente, a galera que era criança naquela época cresce, e hoje nós temos a Telltale Games, que já relançou com sucesso duas “temporadas” de episódios de Sam & Max e o esperado início do Monkey Island 5, que também será dividido em vários episódios até o fim do ano.

PhotobucketA galera do Open Source também se mexeu e criou a ótima ScummVM, uma máquina virtual que permite você jogar os vários jogos feitos para Scumm em uma dezena de plataformas diferentes. Já tinha tido experiência com ela no PC e no smartphone de um amigo, mas agora posso levar ela comigo, pois eles também têm suporte para DS. :D

O suporte pro DS é limitado. A resolução da tela e a memória RAM do bichinho impedem que jogos mais modernos rodem, mas a variedade é suficiente. Os dois primeiros Monkey Island, Day of the Tentacle e os dois Indiana Jones são suficientes para eu ficar muito feliz com essa nova aquisição, assim como outros vários jogos que sempre se falou muito bem e eu não tive a oportunidade de jogar, como Simon the Sorcerer e Sam & Max.

Os jogos obviamente não são de graça, já que a Lucas Arts é uma empresa gananciosa e capitalista e ainda proíbe as velharias de serem distribuídas free. Nada que impeça um torrenter estimulado. Para quem não gosta disso, 3 dos jogos suportados são distribuídos gratuitamente no site deles, ou você pode tirar a poeira daquela sua cópia velha, salva com carinho de Indiana Jones and the Fate of Atlantis para testar o aplicativo. :)

Agora com licença que ainda falta muito pro Indy chegar em Atlantis…

Por: Balard

| 10.07.09 |


Photobucket Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande evento do ano, desde que fui pela primeira vez e conhecendo os organizadores (a Caravana Surreal do Wallace foi quem me levou pela primeira vez pro EIRPG), fui lá esperando muito.

Assim, é justo falar que o evento não superou minhas expectativas, porque elas eram bem altas. Não esperava que fossem umas mesas espalhadas numa garagem, nem que seria um super encontro como nos tempos áureos de Internacional. Acho que mais importante do que elogiar ao povo organizador por ter conseguido montar o circo todo em 63 dias, é elogiar a coragem deles, já que duvido de que quando eles se juntaram eles não estavam almejando fazer um encontro excelente em todos os níveis possíveis.

Quanto ao evento em si, foi muito bom. O lugar era perto do metrô, mas era meio desprovido de vida do lado de fora. Falta de costume por ter sempre um shopping em frente ao evento. No puro achismo, parece que isso foi a maldição da comida. Só duas barraquinhas para alimentar uma quantidade nada modesta de gente, e sem uma enorme praça de alimentação na frente, conseguir comida era complicado. No sábado, o refri acabou às 2 da tarde. Acho que a organização subestimou bem o número de pessoas que iriam.

A feira de usados estava dividida em duas salas, que teoricamente eram Romance e RPG. Mas ambas tinham uma dose de “intrusos” que deveriam estar na outra. Me pareceu bem fraquinha a feira esse ano. E particularmente carinha. Tipo, tem uns livros lá que são os mesmos há anos. Tá na hora dos seus preços começarem a baixar, pra ver se alguém se interessa. Por exemplo, o livro básico de Vampiro, GURPS e D&D tinham que sair a 5 pratas para desafogar os estoques. Comprei dois livros de Stargate SG-1, agora falta o Fantastic Locations. Alguém tem?

Na área de stands, bastante variedade. RPG, acessórios, joguinhos, camisetas. Apesar da falta das editoras, tinha uma boa seleção. O maior problema nessa época de internet é você comprar coisas no encontro que estão com o mesmo preço de uma loja normal. Seria muito bom para a divulgação se os preços fossem um pouco menores, tipo a Bienal. Desestimula comprar um livro grande, que vai dar trabalho pra levar pra casa, sendo que você pode esperar um dia, ir à Gibiteria e comprar o livro pelo mesmo preço. Ou pior, pedir pela Amazon por uma fração.

A animação do evento ficou por conta do Chapolin imitando o Sílvio Santos. O cara é bom, mas o som podia ser um pouco mais baixo. Todo mundo falou da beleza da apresentadora, mas todas as vezes que passei por lá ela estava quieta no canto dela, e o Sílvio fazendo todo o trabalho difícil. :) Parabéns pra ele!

Quanto ao colégio, acho que sou meio minotauro, porque eu me “entendi” com ele muito mais rápido que no Arquidiocesano. Na tarde de sábado, eu já estava sacando tudo pelos corredores labirínticos dele, e no Arquidiocesano, onde rola o EIRPG, eu demorei uns dois eventos para lembrar onde ficava tudo… Tomara que no próximo evento lá o povo brinque mais com o fato do lugar parecer uma dungeon.

Photobucket O maior problema foi arrumar coisa pra fazer. Eu li em vários lugares que o povo teve dificuldade de fazer tudo. Isso sempre rolou nos EIRPGs que eu fui. O problema do RPGCon foi a falta de saber o que fazer. Nem um mapa de onde estava cada coisa existia. Era totalmente explorar a dungeon. Se você esbarrasse em algo interessante pra fazer, sorte sua, senão, tinha que ficar passeando a esmo até o mestre rolar um encontro aleatório.

A área de jogos de tabuleiro da Ludus Luderia estava bem legal. Ótimo peteleco no sábado (alguém sabe o nome daquele jogo?), mandei alta jogadas de mestre, verdadeiros petelecos de placa. Bom Munchkin no domingo. Não ganhei nada, nunca dou sorte nesse jogo… Só não entendi porque eles não puderam usar umas mesas logo na frente da área deles. Tinha gente querendo jogar, jogaram por lá no sábado, mas no domingo ficou pro povo sentar. Tinha bastante lugar pra se sentar, e UMA mesa pra galera jogar não ia fazer muita diferença.

A maior quantidade de mesas vazias era na área de jogo. Não faço idéia o porquê da decadência. Isso já vinha acontecendo no EIRPG; cada vez menos mesas. Concordo com o Tio Nitro, evento de RPG sem RPG não dá muito certo. Seria uma boa os mestres ganharem entradas de graça. Eles são tão importantes quanto qualquer expositor. O mesmo vale para palestrantes. Tinha que rolar um incentivo forte da organização para ter mais pessoas fazendo isso. E não ter nenhuma forma de saber quais mesas estavam abertas, quem ia mestrar o que me fez perder a mesa do acima citado Tio Doidimais. Acho que um sistema muito burocrático quanto o do EIRGP é exagero, mas pelo menos alguém pra dizer “quer jogar D&D? Tem uma mesa aqui fechando, vem que eu te levo” ia ser uma boa.

O encontro de blogs foi show. Colocar rostos nos nicks é muito legal. Dei sorte de estar lá numa hora cheia, e deu pra ver quase todo mundo. Faltou só um pouco mais de organização pra gente saber que horas o povo ia estar por lá. No próximo a gente acerta.

A pior parte foi ter lido que iam passar Monty Python e o Santo Graal às 16:30, chegar lá às 16 horas, e o filme já estar na metade e sem legenda.

Para finalizar, um comentário rápido sobre as declarações da Janaína do Grupo Ceos, que falou que foi muito bom os otakus não terem aparecido no evento. Como um grupo, eu acho os otakus muito chatos, a maioria não merece muito minha atenção, presos no seu mundinho. Mas no evento, acho que nunca deixaram a experiência pior pra mim. Seja com plaquinhas ou com cosplays, o evento fica muito mais rico se for um caldeirão de fandons (rpgistas, larpers, trekkers, jedis, wargamers, otakus, novatos, grognards…) do que se for um encontro de só uma tribo.

O evento foi muito bom, longe de ser perfeito, mas eu diria que melhor que muitos EIRPGs por aí, especialmente levando o fato que saiu em tão pouco tempo. Com certeza estarei lá de novo ano que vem, e com sorte, no EIRPG também. Wallace, o RPGCon Rio sai quando? Outubro tá bom pra mim. :)

P.S: esqueci completamente de falar que eu ganhei um Mutantes & Malfeitores da organização, numa promoção pra divulgar o evento. Valeu Johnny!

Por: Balard

| 24.05.09 |


PhotobucketUm em cada cinco japoneses tem um. Um em cada dez americanos e europeus também. É o primeiro videogame com duas telas e touch screen, mais uma geração de handhelds completamente dominada pela Nintendo.

No fim de março, eu me tornei mais um orgulhoso dono de um desses aparelhinhos da Nintendo, após um longo hiato de vários anos sem um vídeo game (desde o Game Boy Color); hiato provocado por aquela terrível época em que você é grande demais para pedir brinquedos para seus parentes no natal/aniversário, mas jovem demais para ir trabalhar e ganhar grana suficiente para comprá-los.

O aparelho é confortável e pequeno. Cabe num bolso grande. A bateria dura várias horas de jogo ininterrupto e carrega rápido, pelo menos em relação ao tempo que ela dura. Sem um jogo espetado nele, o aparelho em si é pouco mais que um relógio. O máximo que você pode fazer é jogar multiplayer com outros jogadores que tenham jogos com a opção Download Play, como Mario Kart DS.

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Colocarei aqui resenhas dos jogos que eu for jogando. Mesmo que não existam muitos leitores que se interessem por isso, eu gosto de fazer resenhas e entendo um bocado de jogo. :)

Finalizando, o aparelho não é só é poderoso, bonito e tem centenas de jogos ótimos, mas poder ter acesso a tudo isso em qualquer lugar é o que realmente me interessa. E sim, jogar com ele na cama é uma grande ode à preguiça! :D

Por: Balard

| 08.04.09 |


Começou!

Para quem não conhece, o ótimo Gamefaqs faz todo ano um já clássico concurso de popularidade. A maioria das vezes é para decidir o mais querido personagem de todos os tempos, mas, pela segunda vez, eles vão decidir o melhor jogo de todos os tempos!

Em “melhor personagem”, Link, Mario, Crono, Cloud estão sempre nas cabeças. O último jogo a ganhar o título de “o melhor de todos os tempos” foi o Final Fantasy VII. Vamos ver se esse ano os votantes vão ter mais noção. :D

E vamos aos palpites! Para esta primeira divisão, eu aposto no Tetris e no Super Mario Bros para irem para a próxima fase. Mas particularmente os meus dois favoritos são Tetris e Megaman 2.

E os seus?

Por: Balard

| 05.01.09 |


Feliz 2009!
Estamos de volta! Reformados e turbinados! Agora com mais segurança!

Um dos temas que eu estava querendo falar há algum tempo são os clássicos dos videogames, começando pela geração dos 16 bits. Os famosos Super Nintendo e Mega Drive (todo mundo teve um dos dois), a guerra dos consoles (você era Sega ou Nintendo), etc. Atualmente, com a venda de jogos pelos serviços online do Wii e do XBox 360, surgiu um mercado para os chamados “vintage games”, que no bom português são os “jogos velhos”.

Para homenagear os jogos que fizeram parte da minha infância e adolescência (viva a emulação), segue abaixo uma lista com os Top 10 Jogos de 16 bits, puramente baseada no meu gosto pessoal e com o único objetivo de causar polêmica e esquecer o SEU jogo favorito.

10 – Ultimate Mortal Kombat 3
Melhor Luta

Mortal Kombat, uma grande franquia. Os melhores MKs são de Super Nintendo, sendo uma escolha difícil entre o UMK3 e o MK2. Com uma enorme seleção de personagens, uma variada quantidade de fatalities e afins, a introdução dos combos, o UMK3 é um jogo recheado. Creio que é o jogo de luta de 16 bits que eu passei mais horas jogando, e é bem difícil por sinal. O velocidade da porrada era muito rápida, e com um ou dois erros você tinha a chance de ser trucidado. Vale a pena para quem só conhece os MKs recentes (coitados).

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9 – Rock’n Roll Racing
Melhor Corrida

“Let’s the carnage begin”

RRR é O jogo de corrida. Máquinas envenenadas, armas aos montes, violência na pista, oponentes maus e só rock famoso na trilha. :)
O jogo era uma série de temporadas de um campeonato de corrida espacial onde valia tudo. Com pistas elaboradas, você tinha que conseguir acumular um número mínimo de pontos em um número específico de corridas para passar para a próxima temporada. No fim da cada corrida, você podia gastar o dinheiro ganho do prêmio com melhoras para o carro (melhor motor, mais armas, melhor fuselagem) ou comprar carros novos. Muito divertido tanto no single player quanto com dois jogadores. Vale a pena para quem nunca viu ou para dar uma relembrada.

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8 – Sonic 3 & Knuckles
Melhor Sonic

Sonic foi um grande jogo. Ação constante, fases interessantes, montes de inimigos, bom nível de dificuldade. Sonic 3 e Sonic & Knuckles foram os últimos 2D do porco espinho azul da era. Sonic é um jogo ótimo. Só peca pelo fato que, por um lado, você quer voar pelos cenários em velocidade supersônica, por outro lado, você quer explorar cada centímetro para achar a porcaria das esmeraldas. Pelo menos após você achar todas, você é recompensado com o poder super sayajin do Super Sonic (apesar de ser um jogo de Mega). Jogar com o Super Sonic (ou com Super Tails ou Super Knuckles) é uma das experiências mais divertidas em videogame. Só faltava o Sonic poder quicar pelas paredes. Aí seria genial.

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7 – Demon’s Crest
Melhor Plataforma

Você é um demônio que lutou numa guerra que envolveu todo o inferno por um conjunto de artefatos que davam poder infinito para o usuário, derrotou o dragão-demônio, venceu a guerra, e quando você era o cara mais bad-ass lá de baixo, um covarde te ataca depois da luta final, rouba teus artefatos e sai rindo. Agora você é um demônio muito do puto e parte atrás dele. Gráficos ótimos, temática diferente, música sombria, muita ação, muita exploração, segredos e dificuldade bem alta são os pontos fortes. Quem não conhece vale a pena conferir. O mestre final é o mais legal e apelão que eu já enfrentei. Você só luta contra o mestre final real depois de achar todos os segredos do jogo.

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6 – Shining Force 2
Melhor RPG/Estratégia

Esse é O RPG do Mega. História legal, personagens carismáticos, sistema de luta estratégico, além de todos os atributos de sempre de um RPG de videogame. O interessante é que o estilo de luta com tabuleiro (que nem Final Fantasy Tactics) permite que você tenha o maior grupo (que eu me lembre) de RPGs de videogame. São 12 personagens no máximo, para escolher de um total de 30. Cada personagem não tem uma infinidade de poderes como um Final Fantasy, mas as variações estratégicas de grupos diferentes são um ponto maravilhosamente nerd de discussão. :D
Outra característica legal é que, após os créditos, caso você espere um bocado de tempo, ele te joga numa luta com seu grupo final contra TODOS os mestres. Muito divertido (e difícil). Vale a pena jogar. Por curiosidade meu grupo era Bowie, Peter, Slade, Chester (como Pegasus Knight), Sarah (como Master Monk), Jaha (como Baron), Kazin (como Sorcerer), May, Karna (como Master Monk), Taya, Frayja e Sheela/Lemon.

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5 – Final Fantasy 6
Melhor RPG

Vulgo Final Fantasy III, é um dos melhores FFs (sim, bem melhor que o chato do 7). História incrível, mecânicas ótimas, trilha muito boa. Final Fantasy 6 prende você do início ao fim. Conta com uma mistura certa de tecnologia e magia, a luta de um grupo rebelde contra um Império (já vi isso), uma raça de seres mágicos que estão morrendo e que te emprestam os poderes e personagens únicos. Ótimo. Infelizmente, é o único RPG dessa lista que tem encontros aleatórios no mapa (são irritantes). O jogo é enorme, cheio de reviravoltas. Se você nunca jogou é uma pena. Meu grupo preferido é Terra, Sabin, Cyan e Celes.

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4 – Beyond Oasis
Melhor Aventura

Este é um jogo que pouca gente conhece; um adventure que, na minha humilde opinião, é melhor que o Zelda: A Link To The Past (nada de ficar perdido entre dois mundo). Com uma historinha legal, ótima jogabilidade, gráficos bonitos e grande variação de itens e fases, Beyond Oasis é uma pérola que pouca gente conhece do Mega Drive. O mais legal do jogo é a mecânica de invocação de espíritos. Durante o jogo, você encontra 4 espíritos: Água, Fogo, Sombra e Plantas. Cada um dele tem um meio de invocação diferente, em que você precisa arremessar sua bola de luz para chamá-lo. Por exemplo, para chamar o espírito da Água, você precisa acertar algum corpo líquido no jogo (como lago, cachoeiras e poças) ou inimigos aquosos, como gosmas. Já o da Sombra é invocado ao acertar reflexos. Espelhos, cristais e até armaduras polidas dos inimigos servem. O combate é frenético e tem uma ótima dose de itens secretos e exploração. Muito bom.

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3 – Secret Of Mana 2
Melhor RPG com toques de ação

É um Beyond Oasis com mais elementos de RPG, uma história melhor e 6 personagens para escolher. :)
Excelente RPG, infelizmente só passou a ser conhecido no Ocidente depois da descoberta da emulação. Apenas com uma versão japonesa (o nome original é Seiken Densetsu 3), ele foi traduzido por fãs para o inglês. No SOM2, você escolhe 3 personagens de 6. O interessante é que, em vez de se ter um personagem principal e ir encontrando os outros ao longo da história, você escolhe os 3 personagem que quer jogar no início, sendo que a escolha do primeiro define os principais pontos da história. A partir daí, você começa a jogar com ele, e vai encontrar os outros dois personagens em momentos específicos da história. Muito legal. Os outros não escolhidos aparecem como NPCs em várias partes. Cada personagem ainda tem 4 classes possíveis para serem assumidas, aumentando muito o nível de replay do jogo. Diferente de outros RPGs, em Secret Of Mana a ação ocorre em tempo real, com você controlando um dos personagens e o computador os outros dois (com a opção de ser jogado com dois jogadores). As lutas não são aleatórias, nem em um campo de batalha. Os gráficos característicos da série e uma trilha muito boa completam o grande jogo. Por sinal, foi o único jogo que eu escrevi um guia extenso ^^. Minha formação preferida são Hawk como Nightblade (dark dark), Angela como Rune Master (dark light) e Kevin como Warrior Monk (light dark).

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2 – Super Metroid
Melhor Exploração

Ah, Samus… Super Metroid é um jogo de plataforma e exploração, com um cenário enorme para passear, vários ambientes diferentes, duas dezenas de power ups, centenas de itens espalhados, inimigos desafiadores e uma personagem principal gostosa (mesmo que esteja sob 20 cm de metal alienígena). Super Metroid é um jogo grande, difícil e divertido. Exige que você pense e seja rápido, mas sem taxar demais. Ele oferece um desafio no nível que o jogador deseja (terminar em menos de 3 horas é complicado). Quando você termina SM, fica pensando se tem como arrumar um jogo melhor. Felizmente tem, por isso ele é o segundo lugar! :)

Quem gostou desse e tem alguma coisa contra o Metroid em primeira pessoa das gerações mais novas, o Metroid Fusion de GBA é quase tão bom quanto esse. Realmente um jogo incrível, que não perde nada com o tempo.

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1 – Chrono Trigger
Melhor

Chrono! Good morning! Ah, quem diria que uma jornada tão incrível teria um início tão singelo, um garoto ruivo sendo acordado pela mãe numa manhã bucólica… Chrono é uma obra prima, com uma equipe que pode ser chamada de Dream Team dos videogames, que conta com os principais designers e roteiristas, músicos da Square, incluindo o design gráfico do Akira Torayama (nunca se perguntou por que o Goku e o Chrono tem o mesmo cabeleireiro?). Chrono tem tudo que um grande jogo tem. Música maravilhosa, gráficos surpreendentes para o velho Super Nintendo, história complexa, personagens carismáticos, mecânicas interessantes, etc. Chrono evita muitas armadilhas de RPGs de videogame, é menos linear (tem 12 finais), não tem encontros aleatórios, as escolhas dos personagens do seu time são extremamente relevantes, tem side quests úteis e interessantes no enredo principal. Tudo isso sem contar a maravilhosa inserção de viagens no tempo e inimigos realmente épicos. Chrono merece todos os elogios possíveis. Para deixar registrado, meu grupo favorito é o Chrono, o Robo e o personagem secreto.

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Bom, é isso. Quais são os jogos velhos de 16 bits que marcaram o início da sua vida nerd?

PS: Para completar, aqui vão outras menções honrosas que poderiam estar na lista, ou só porque são bons mesmo. Escolher só 10 é difícil pra cacete.

Runner ups: Megaman 7, Super Street Fighter, EVO – Search For Eden, Vectorman, Kirby Superstars, Terranigma, Shadowrun, Earthworm Jim, Gunstar Heroes, Final Fight 3, Streets of Rage 2, F-Zero, Top Gear, Phalanax (melhor shooter), Megaman & Bass, Megaman X 3, Blackthorne, Lost Vickings 2, Breath of Fire 2, Phantasy Star 4, Super Mario All Stars, Super Mario RPG, X-Men 2: Clone Wars, X-Men: Mutant Apocalypse, Kid Chameleon, Star Fox, Out Of This World, Alladin, The Adventures Of Batman & Robin, Castlevania: Dracula X, Bomberman 5, Super Mario World, Donkey Kong Country 3, Zombie Ate My Neighbours, Super Mario Kart, Super Mario World, Legend Of Zelda: A Link To The Past.

Por: Balard

| 12.09.08 |


Mudança é algo visto com maus olhos por certos tipos de nerds. Fãs de história em quadrinhos são muito resistentes a mortes e mudanças grandes nos seus personagens favoritos. Fãs de filmes clássicos se contorcem com remakes ou continuações. E fãs de RPG fazem verdadeiras guerras quando descobrem que o seu sistema favorito, depois de 10 anos, vai ganhar uma nova edição.

D&D é o primeiro RPG da história, o mais jogado em todo o mundo. Há dois meses, ele recebeu sua 4ª Edição e muita gente não gostou, assim como aconteceu na 2ª Edição, na 3ª… E eu aposto que vai acontecer na 5ª também.

Após mais ou menos umas 4 sessões mestradas com as regras da 4ª Edição, vários personagens feitos e um grupo formado por jogadores com backgrounds muito diferentes (um que veio direto da 2ª Edição; um que jogou a 2ª e a 3ª e estava empolgado com a 4ª; um que jogou só a 3ª e estava cheio de dúvidas e um que não tinha muitas preferências), a opinião geral foi que era bom e parecia D&D.

O sistema está mais ágil, mais centralizado e com menos regras. Cada personagem tem sempre várias opções de ação, ataques e perícias. As classes estão mais equilibradas entre si e o sistema quase força os jogadores a trabalharem em equipe e se preocuparem com seus companheiros. Uma das melhores sacadas da edição nova são os poderes. Cada classe agora tem uma série de poderes, como o mago tem magias e o guerreiro tem manobras. Eles acrescentam muita vida para classes que antes eram limitadas às mesmas ações (o guerreiro fazia ataques normais, o ladrão tentava dar o ataque furtivo, enquanto magos e clérigos sempre tinham algo de diferente para fazer a cada rodada).

Eu não joguei em níveis mais altos, mas garanto que foi o melhor jogo de primeiro nível que eu já mestrei. Os personagens são mais resistentes e possuem muito mais capacidade de continuar lutando. Através dos PVs (Pontos de Vida) maiores e das Healing Surges, os personagens aguentam seguir em frente mesmo depois de muitas lutas. Apesar da resistência maior, eles não são menos mortais. Em média, 3 ataques bem sucedidos derrubam um personagem. A diferença é que ele tem mais facilidade para se levantar enquanto o combate rola e é bem fácil voltar aos 100% após o combate, porém, para ambos, ele gasta um recurso chamado Healing Surge. Este recurso é uma representação melhor do atual estado da saúde física do personagem e como ele não aumenta com níveis novos, é então definido pela Constituição e pela Classe do personagem. Assim, ao longo do dia de aventura, os jogadores vão gastando Healing Surges, mas mantendo seus PVs sempre ao máximo no início do encontro. PVs em D&D sempre representaram um conceito abstrato (afinal, no início da sua carreira, você morre com uma machadada, e no fim precisa de umas 20 destas para te matar, sendo que as 19 primeiras não te deixam com nenhuma dificuldade de ação), mas apesar disto, apenas magias curativas e descansos longos os recuperavam. Na 4ª Edição, exatamente por eles serem abstratos, você pode se curar de várias maneiras diferentes. Uma melhora na sua moral ou uma tomada de fôlego já recupera seus PVs. E quase todas as recuperações de PVs, tirando as mágicas, custam Healing Surges.

Apesar de todas as vantagens do sistema novo na parte do jogador, é a parte do Mestre que mais me agradou. As regras estão mais simples e vários detalhes do sistema, que sempre são escondidos do Mestre, são explicados e descritos. Coisas como: por que um determinado bônus em determinado nível é calculado, quantos bônus de itens mágicos um personagem deve ter (assim você pode facilmente eliminar os itens e dar o bônus, para campanhas menos fantásticas), entre outras coisas. O modelo de construção de encontro, levando em conta inimigos, armadilhas e detalhes do terreno é brilhantemente simples e rápido. Lidar com inimigos ficou muito simples. Todos os dados de um monstro, por exemplo, cabem em 1 quarto de folha, sendo que isso inclui a descrição de todos os poderes! Em edições anteriores, em média ocupava-se uma folha inteira, sem contar que quando o monstro possuía magias, você tinha que consultar no Livro do Jogador. Todos esses pequenos detalhes, entre outros, diminuem tanto o tempo que o Mestre precisa para criar uma aventura quanto o nível de concentração mental que se precisa gastar nos seus vários aspectos.

Obviamente, existem algumas coisas que não me agradaram. Vários monstros clássicos não apareceram, muitos rituais (magias que não afetam o combate) foram deixados para futuros suplementos, assim como há poucos itens mágicos. Há também uma grande ausência de descrição de cenário em lugares em que ela era comum, como nas descrições das classes e dos monstros. Apesar disso, a inclusão de um cenário base nos Livros Básicos torna a parte narrativa da 4ª Edição melhor que a da 2ª e da 3ª, que mal falam de cidades, reinos e raças nos Livros Básicos. Um Mestre que não queira criar um mundo do zero (ou usar um pronto) tem todas as bases necessárias para pegar o mundo básico e ambientar sua aventura nele. E como esse cenário tem uma descrição leve, ele é facilmente modificável para a campanha e os gostos do Mestre. Tem até um capítulo do Livro do Mestre que dá dicas de como fazer exatamente isso.

Finalizando, os livros estão com uma apresentação e diagramação ótimas. Os conteúdos estão bem distribuídos e mais facilmente consultáveis do que nas edições anteriores. A arte está muito bonita, apesar de algumas poucas figuras terem sido reaproveitadas da edição anterior. Para os grandes inimigos da 4ª Edição, ela ficou mais rápida, mais ágil e mais divertida. Como um vídeo game. Mas ainda com tudo que faz um bom RPG. Um dos principais objetivos da nova edição foi retirar o máximo de simulacionismo (tentativa de interpretar o mundo real através de regras) do jogo. E isso foi muito bem feito. Resta saber se o jogador em questão prefere um jogo mais simulacionista ou mais cinematográfico. Eu vou ficar sempre com a segunda opção. :)

Por: Rayana

| 04.09.08 |


Nerds?

“Ah sim, aqueles seres excluídos socialmente, feios, quatro-olhos, sem vida amorosa e loucos por computadores e jogos (e nada além disso).”

Esse tipo de estereótipo já está mais do que na hora de cair por terra, e tem muita gente que já compreende que nerds são muito mais do que isso, porém, ainda temos uns alienados que acreditam que isso é a suprema verdade.

Bem, mas o que isso tem a ver comigo? Começaremos quando eu era criança, ainda morando no interior de São Paulo, com cerca de 10 anos de idade. Eu podia me considerar uma nerd? Na verdade, eu nem sabia o que era isso… Mas eu, com certeza, me encaixava no perfil de CDF. Eu tinha obsessão com notas altas e cadernos passados a limpo. Vamos voltar no tempo um pouco mais ainda, na 2ª série, e veremos que eu brincava de Cavaleiros do Zodíaco com meus amiguinhos na hora do recreio… Sim, eu adorava Cavaleiros! Não perdia um episódio sequer na extinta TV Manchete. Eu podia ter amiguinhos, mas as amiguinhas achavam esse comportamento nada adequado e muitas faziam piadas maldosas que toda criança faz.

Eu cresci sendo CDF até a 6ª série, quando eu tive uma série de mudanças pessoais (inclusive de cidade, ainda no interior paulista). Deixei o meu lado “quero-ser-perfeita” não de lado, mas escondido em algum canto remoto na minha consciência, pois continuei a ser boa aluna, mas eu vi que não precisava me matar para isso (pelo menos não na época da 6ª série). Cidade nova, amigos zero. Foi aí que meu gosto por “coisas estranhas” se acentuou. Comecei a ouvir mais rock ‘n’ roll, gostava de coisas fantásticas, ocultas, um gosto pouco compatível com as pessoas “normais” da escola em que eu estudava.

Mudei de escola no colegial, e lá havia um grupinho de nerds RPGistas, jogadores de Vampiro: a Máscara. Eu conhecia as pessoas do grupo, algumas até eram da minha classe, e vejam só, eu adorava vampiros (lembrem-se do meu interesse por coisas fantásticas). Porém, minha tentativa de entrar para o mundo do RPG foi vetada por esse grupo, que não deu muita importância para minha curiosidade em conhecer o mundo deles, e eu, muito dramática, cortei todas minhas relações com o RPG depois deste episódio (ou ao menos acreditava que tinha feito isso). Eu passei a não gostar de RPG e achava que era coisa de gente chata. Mas vejam! Foram VOCÊS, RPGgistas do Brasil, que fizeram isso com uma pobre pré-adolescente que apenas queria um grupo de iguais! :(

Nesse meio termo, conheci a paixão da minha vida: o heavy metal. No começo eu tinha medo do Eddie, mas quanto mais eu ouvia metal, mais eu gostava e mais eu queria ouvir. Comecei classicamente, como a maioria dos “iniciados”, com o metal melódico (Angra, Avantasia, Blind Guardian, Nightwish) e mais clássico (Iron Maiden, Judas Priest). Pulei para o gothic/symphonic metal (vale lembrar – ou não – que eu parecia um urubu nessa época, graças as roupas pretas que dominavam meu armário). Tive a fase extrema, em que gostava mais de death, thrash e black metal. Eu experimentei várias vertentes do heavy metal e não podia mais deixá-lo pra trás. Eu amo heavy metal e provavelmente nunca deixarei de ouvi-lo. Hoje, anos mais tarde, eu pude definir as bandas que gosto e que não gosto de ouvir, sem a influência de ninguém. Ser um(a) headbanger novato(a) é um problema, você é muito suscetível a influências, sejam elas boas ou más, e tem medo de perder seu grupo, o qual você tanto se identificou, pois quando se começa a ouvir metal, você acaba conhecendo as pessoas que também gostam muito rapidamente. Hoje eu não ando com mais ninguém dessas turmas, e quando você descobre que não precisava ser como eles queriam, é uma ótima sensação de liberdade. Goste de Arch Enemy e Tarja Turunen ao mesmo tempo, se quiser! :D

Nessa época, eu gostava de jogar Age of Mythology e Heart of Darkness ao som de heavy metal… Talvez eu não tivesse escapado do mundo nerd assim tão fácil. Meu primeiro namorado era jogador de RPG e eu dizia pra ele: “Não gosto de RPG”. Acho que isso não ajudou muito o namoro… (Vamos pular aqui alguns anos da minha vida, em que eu estudei muito para o vestibular e nada interessante aconteceu – em relação ao contexto nerd de que estou falando).

Após o vestibular e as aprovações, me mudei sozinha para o Rio de Janeiro para estudar. Cidade grande, quente, cheia de gente, pessoas que gostam de praia, calor, sol, que implicam com meu sotaque… Estaria eu indo para um rumo mais torto ainda na minha vida?

Bem…

Eu conheci o Daniel um pouco depois de ter me mudado e acho que não existe ninguém mais nerd que esta pessoa. Não, ele não sabe de um assunto nerd, mas sim sobre uma gama infinita de assuntos nerds… E toda vez que eu ia na casa dele, no início do nosso namoro, eu ficava olhando as cartas de Magic: The Gathering que ele deixava na mesinha ao lado da cama e ficava me perguntando o que aquilo deveria fazer de tão interessante. Elas eram tão bonitinhas! (Nota: Daniel não se conforma de meu interesse em jogar partir da beleza das cartas). Hoje em dia eu jogo (ou tento jogar) Magic, e estou muito querendo um deck de Eventide! Graças a isso, na faculdade, eu continuo sendo a estranha que era desde a 2ª série. Tenho o livro de Vampiro: o Réquiem (trauma sendo superado?), e entendo cada dia mais sobre regras, termos e afins. Adoro dados. E fui ao EIRPG (Encontro Internacional de RPG) e me diverti imensamente. E eu descobri, ao ir num outro evento de RPG, que a maioria esmagadora dos jogadores/mestres gosta de heavy metal. Era tudo uma questão de tempo, não? O bom filho à casa torna… ;)