Por: Rayana

| 12.01.10 |


PhotobucketDesde que escrevi meu único post direto sobre RPG para meninas, tenho recebido muitos comentários e pedidos de mais textos sobre o ponto de vista da minoria das minorias do mundo nerd RPGístico. Sim, meninas, querendo ou não, nós sempre seremos minoria neste mundo cheio de testosterona, pelos e arrotos dos garotos da mesa. Mas ser a única fêmea num jogo não significa que você tenha que ser a menos importante, frágil ou “sem bagos” da história.

Tenha atitude ao chegar para jogar. Se arrume! Se você for solteira e gosta de nerds, onde melhor você vai arrumar um pretendente senão na sua própria mesa de RPG? Mostre que você fez sua lição de casa e tenha a ficha sempre atualizada e em mãos. Barganhe um item novo pela sua atitude, se mais ninguém se mostrar tão “aplicado”. Não faça uma personagem sem graça, mesmo que você seja tímida na vida real. Chute bundas, corte cabeças ou atire raios nos inimigos e mostre que seu grupo depende de você naquela batalha, seja ela complicada ou não.

Faça piadas nerds, mas não enquanto alguém está falando sério. Isto é um jogo, um entretenimento, mas não significa que tenha que ser esculachado. Se você tiver dificuldades de memorizar nomes de NPCs ou mesmo as características dos seus poderes, não tenha vergonha de anotar e ter cartinhas com nomes que te lembrem sempre. Dê o seu toque feminino nelas, afinal, você não precisa ser um troll das cavernas para jogar RPG, mas sim uma menina/mulher com todas as suas características. Assim, você se destaca muito mais quando vai a eventos de jogos e os caras te olham diferente. Não, você não é estranha, é aquele seu decote e seu cabelo bem cuidado que chamam a atenção. Não tenha vergonha, isso não vai te tornar superficial, menos inteligente ou menos ligada ao mundo nerd que nós tanto amamos.

PhotobucketTenha referenciais, mas seja o seu principal. Eles ajudam você a ter mais atitude às vezes. Por exemplo, eu adoro a Mulher Gato e a Zatanna. Quem sabe eu não poderia botar um pouco mais dos estilos pessoais delas na minha personagem durante alguma aventura?

Se interesse pela cultura nerd geral. Não precisa se tornar uma expert em todos os assuntos, mas procure conhecer os fundamentos da sociedade geek do mundo, seus filmes, livros, HQs e afins. Você não precisa gostar de tudo (eu não gosto de mangá). Assim, você vai pegar com mais facilidade as piadas e comentários.

Se você namora alguém da mesa, principalmente o Mestre, não tente puxar vantagem para o seu lado, isso só trará inimizade com o grupo e dificilmente você será bem vista por eles. Se você ganhar algumas vantagens justamente, a culpa não é sua e eles com certeza verão isso. Principalmente se você, sozinha, matou alguns camponeses zumbis com dados altos. Todos viram que você teve sorte e se deu bem por conta própria. Às vezes, algumas pessoas questionam uns valores altos da minha ficha, mas todos eles foram feitos com rolagens de dados e até algum tempo atrás eles estavam errados, para menor! Não tinha muita experiência com fichas até então e alguns números ficaram errados, mas isso é perfeitamente normal.

Quando for adquirir novos poderes ao subir de nível, converse com as pessoas do grupo com mais experiência de jogo o que seria mais interessante de pegar, mas antes, escolha por conta própria o que você gostaria. Isso ajuda você a criar o seu próprio bom senso e a tomar decisões por conta própria.

Monte a sua personagem como você quiser, mas não abuse das loucuras. Converse com seu Mestre sobre as suas idéias. Seja criativa!

PhotobucketTenha dados maneiros. Eu fiz minha coleção de dados rosas e roxos. Como no resto da minha mesa só tem cueca, fica mais fácil de identificar um perdido na mesa, afinal, aquele rosa com brilho só pode ser o seu. Isso não é sinônimo de ser “patricinha” e sim ser feminina. Rosa nem é minha cor favorita nem nada, mas eu gosto desse toque de feminilidade dentro deste mundo tão masculino.

E o mais importante: divirta-se sempre!

O Mestre e a Pinguim tiraram um longo período de férias das postagens, mas eles estão de volta com tudo em 2010! :)

Por: Balard

| 10.07.09 |


Photobucket Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande evento do ano, desde que fui pela primeira vez e conhecendo os organizadores (a Caravana Surreal do Wallace foi quem me levou pela primeira vez pro EIRPG), fui lá esperando muito.

Assim, é justo falar que o evento não superou minhas expectativas, porque elas eram bem altas. Não esperava que fossem umas mesas espalhadas numa garagem, nem que seria um super encontro como nos tempos áureos de Internacional. Acho que mais importante do que elogiar ao povo organizador por ter conseguido montar o circo todo em 63 dias, é elogiar a coragem deles, já que duvido de que quando eles se juntaram eles não estavam almejando fazer um encontro excelente em todos os níveis possíveis.

Quanto ao evento em si, foi muito bom. O lugar era perto do metrô, mas era meio desprovido de vida do lado de fora. Falta de costume por ter sempre um shopping em frente ao evento. No puro achismo, parece que isso foi a maldição da comida. Só duas barraquinhas para alimentar uma quantidade nada modesta de gente, e sem uma enorme praça de alimentação na frente, conseguir comida era complicado. No sábado, o refri acabou às 2 da tarde. Acho que a organização subestimou bem o número de pessoas que iriam.

A feira de usados estava dividida em duas salas, que teoricamente eram Romance e RPG. Mas ambas tinham uma dose de “intrusos” que deveriam estar na outra. Me pareceu bem fraquinha a feira esse ano. E particularmente carinha. Tipo, tem uns livros lá que são os mesmos há anos. Tá na hora dos seus preços começarem a baixar, pra ver se alguém se interessa. Por exemplo, o livro básico de Vampiro, GURPS e D&D tinham que sair a 5 pratas para desafogar os estoques. Comprei dois livros de Stargate SG-1, agora falta o Fantastic Locations. Alguém tem?

Na área de stands, bastante variedade. RPG, acessórios, joguinhos, camisetas. Apesar da falta das editoras, tinha uma boa seleção. O maior problema nessa época de internet é você comprar coisas no encontro que estão com o mesmo preço de uma loja normal. Seria muito bom para a divulgação se os preços fossem um pouco menores, tipo a Bienal. Desestimula comprar um livro grande, que vai dar trabalho pra levar pra casa, sendo que você pode esperar um dia, ir à Gibiteria e comprar o livro pelo mesmo preço. Ou pior, pedir pela Amazon por uma fração.

A animação do evento ficou por conta do Chapolin imitando o Sílvio Santos. O cara é bom, mas o som podia ser um pouco mais baixo. Todo mundo falou da beleza da apresentadora, mas todas as vezes que passei por lá ela estava quieta no canto dela, e o Sílvio fazendo todo o trabalho difícil. :) Parabéns pra ele!

Quanto ao colégio, acho que sou meio minotauro, porque eu me “entendi” com ele muito mais rápido que no Arquidiocesano. Na tarde de sábado, eu já estava sacando tudo pelos corredores labirínticos dele, e no Arquidiocesano, onde rola o EIRPG, eu demorei uns dois eventos para lembrar onde ficava tudo… Tomara que no próximo evento lá o povo brinque mais com o fato do lugar parecer uma dungeon.

Photobucket O maior problema foi arrumar coisa pra fazer. Eu li em vários lugares que o povo teve dificuldade de fazer tudo. Isso sempre rolou nos EIRPGs que eu fui. O problema do RPGCon foi a falta de saber o que fazer. Nem um mapa de onde estava cada coisa existia. Era totalmente explorar a dungeon. Se você esbarrasse em algo interessante pra fazer, sorte sua, senão, tinha que ficar passeando a esmo até o mestre rolar um encontro aleatório.

A área de jogos de tabuleiro da Ludus Luderia estava bem legal. Ótimo peteleco no sábado (alguém sabe o nome daquele jogo?), mandei alta jogadas de mestre, verdadeiros petelecos de placa. Bom Munchkin no domingo. Não ganhei nada, nunca dou sorte nesse jogo… Só não entendi porque eles não puderam usar umas mesas logo na frente da área deles. Tinha gente querendo jogar, jogaram por lá no sábado, mas no domingo ficou pro povo sentar. Tinha bastante lugar pra se sentar, e UMA mesa pra galera jogar não ia fazer muita diferença.

A maior quantidade de mesas vazias era na área de jogo. Não faço idéia o porquê da decadência. Isso já vinha acontecendo no EIRPG; cada vez menos mesas. Concordo com o Tio Nitro, evento de RPG sem RPG não dá muito certo. Seria uma boa os mestres ganharem entradas de graça. Eles são tão importantes quanto qualquer expositor. O mesmo vale para palestrantes. Tinha que rolar um incentivo forte da organização para ter mais pessoas fazendo isso. E não ter nenhuma forma de saber quais mesas estavam abertas, quem ia mestrar o que me fez perder a mesa do acima citado Tio Doidimais. Acho que um sistema muito burocrático quanto o do EIRGP é exagero, mas pelo menos alguém pra dizer “quer jogar D&D? Tem uma mesa aqui fechando, vem que eu te levo” ia ser uma boa.

O encontro de blogs foi show. Colocar rostos nos nicks é muito legal. Dei sorte de estar lá numa hora cheia, e deu pra ver quase todo mundo. Faltou só um pouco mais de organização pra gente saber que horas o povo ia estar por lá. No próximo a gente acerta.

A pior parte foi ter lido que iam passar Monty Python e o Santo Graal às 16:30, chegar lá às 16 horas, e o filme já estar na metade e sem legenda.

Para finalizar, um comentário rápido sobre as declarações da Janaína do Grupo Ceos, que falou que foi muito bom os otakus não terem aparecido no evento. Como um grupo, eu acho os otakus muito chatos, a maioria não merece muito minha atenção, presos no seu mundinho. Mas no evento, acho que nunca deixaram a experiência pior pra mim. Seja com plaquinhas ou com cosplays, o evento fica muito mais rico se for um caldeirão de fandons (rpgistas, larpers, trekkers, jedis, wargamers, otakus, novatos, grognards…) do que se for um encontro de só uma tribo.

O evento foi muito bom, longe de ser perfeito, mas eu diria que melhor que muitos EIRPGs por aí, especialmente levando o fato que saiu em tão pouco tempo. Com certeza estarei lá de novo ano que vem, e com sorte, no EIRPG também. Wallace, o RPGCon Rio sai quando? Outubro tá bom pra mim. :)

P.S: esqueci completamente de falar que eu ganhei um Mutantes & Malfeitores da organização, numa promoção pra divulgar o evento. Valeu Johnny!

Por: Rayana

| 08.07.09 |


Photobucket Em julho de 2008, eu e o Daniel (Mestre) fomos para o EIRPG em Sampa, meu primeiro evento nerd num mundo em que eu ainda era muito novata, pois apesar de gostar de diversas coisas consideradas nerds, o RPG era muito alheio a mim ainda. E o que poderia ter sido um fim de semana muito entediante se tornou divertido, pois encontrei uma série de atividades legais para se fazer, sem precisar sentar numa mesa e rolar dados (ainda não possuía meus dados de estimação).

Este ano, seguindo a tradição, marcamos no calendário nossa viagem para São Paulo, mas fomos surpreendidos com a notícia de que não haveria o EIRPG, mas logo o Dani pode ficar feliz novamente porque a equipe da D3 System e afins resolveram botar a mão na massa e organizar um novo evento, o RPGCon. Pudemos então continuar a planejar nossa viagem, que ganhou algo muito novo: iríamos de avião e não de ônibus. Eu, pobre menina do interior de SP, morando na selva da cidade grande, nunca tinha andado de avião na vida e estava bem apreensiva.

Photobucket Digamos que eu me assustei um pouquinho dentro do avião (paro aqui para não queimar mais meu filme :P ), mas chegar em meia hora em Sampa foi realmente maravilhoso.

Chegamos ao evento, esperando para ver as novidades e organização, já que se tratava de algo relativamente novo. O colégio deste ano era menor que o anterior, mas até que não ficou ruim nesta parte. Senti falta de folhetos com a programação do evento, não sabia muito bem o que teria em cada dia e qual seria o horário (até porque muita coisa mudou de horário na hora).

Tudo que eu queria comprar não consegui: o Mundo das Trevas estava absurdamente caro, não tinha dados avulsos para comprar (os que tinham apareceram no segundo dia e estavam mega detonados) e os conjuntos estavam caríssimos, não tinha mais o stand com brinquedos e miniaturas de dragões, que eu tanto queria ver de novo, não tinha arco e flecha… Enfim, deu para se divertir, mas senti falta de tudo isso aí. Uma coisa legal foi o workshop dado pela Melies, de escultura para animação. Foi aí que passei praticamente todo meu sábado, criando um troll que foi semi destruído na viagem de volta. :(

Photobucket No domingo, eu fiquei mais de bobeira do que qualquer outra coisa. Os livros da feira de usados me pareceram um tanto caro demais… A crise chegou e ficou no RPG. Mas eu ganhei um Escudo do Narrador do Mestre, lindo, lindo.

Bom, o RPGCon ainda tem muito a melhorar, mas creio que valeu a intenção. Agora é pesquisar e trabalhar para o evento cobrir esses problemas que aconteceram, mas sabemos que ele foi organizado às pressas e por isso tá valendo.

E a viagem de volta foi muuuito mais calminha!

:D

Por: Balard

| 24.05.09 |


PhotobucketUm em cada cinco japoneses tem um. Um em cada dez americanos e europeus também. É o primeiro videogame com duas telas e touch screen, mais uma geração de handhelds completamente dominada pela Nintendo.

No fim de março, eu me tornei mais um orgulhoso dono de um desses aparelhinhos da Nintendo, após um longo hiato de vários anos sem um vídeo game (desde o Game Boy Color); hiato provocado por aquela terrível época em que você é grande demais para pedir brinquedos para seus parentes no natal/aniversário, mas jovem demais para ir trabalhar e ganhar grana suficiente para comprá-los.

O aparelho é confortável e pequeno. Cabe num bolso grande. A bateria dura várias horas de jogo ininterrupto e carrega rápido, pelo menos em relação ao tempo que ela dura. Sem um jogo espetado nele, o aparelho em si é pouco mais que um relógio. O máximo que você pode fazer é jogar multiplayer com outros jogadores que tenham jogos com a opção Download Play, como Mario Kart DS.

Photobucket

Colocarei aqui resenhas dos jogos que eu for jogando. Mesmo que não existam muitos leitores que se interessem por isso, eu gosto de fazer resenhas e entendo um bocado de jogo. :)

Finalizando, o aparelho não é só é poderoso, bonito e tem centenas de jogos ótimos, mas poder ter acesso a tudo isso em qualquer lugar é o que realmente me interessa. E sim, jogar com ele na cama é uma grande ode à preguiça! :D

Por: Balard

| 21.04.09 |


Lido esse divertido e educativo post de como largar o cigarro usando as regras de D&D, aqui seguem as tais regras. :)

Perfeito para fumantes RPGistas que sabem que é melhor largar.

1- Nomeie seu personagem. Algo como Fumaçor, pulmonegromante 1. Não precisa nem rolar atributos. Se quiser, pode tirar o raio X do seu pulmão. Sua ficha é o raio X.

2- Mantenha seu d20 no maço de cigarros. Ou mantenha ele e o isqueiro junto com o maço numa bolsa ou algo assim.

3- Sempre que tiver vontade de fumar, isso significa que o Mestre (você) está tentando envenenar seu personagem (você também). Hora de testar sua resistência! Decida antes a dificuldade pro Veneno, digamos 15. Role o d20. 15 ou mais: você passou e não vai fumar o cigarro que queria! 14 ou menos: bem, aproveite mais uma gostosa dose de veneno cancerígeno.

4- Se você passar no teste, não pode fumar. Uma rolagem é permitida por hora. E mesmo que não tenha testado em duas horas, a próxima não vai valer dois testes. Seja rígido, ou o Associação Nacional de Mestres Narradores vai caçar seu registro.

5- A cada dia de campanha, sua Sabedoria melhora um pouco. Então, sua resistência de Vontade é melhorada a seu favor (pelo menos a favor do seu personagem; o seu Mestre prefere que você tome o veneno). Um modificador de +1 é um bom começo, levando você a passar no teste com 14 no segundo dia, 13 no terceiro. Depois de 15 dias de jogo, o teste só falha com 1 no dado.

6- Rolar 1 natural, no dado, é falha crítica. Não importa quão sábio você fique, você sempre vai poder dar uma tragadinha quando rolar um 1. Mas depois de 15 dias jogando, espera-se que sua vontade de tentar o envenenamento tenha pelo menos diminuído.

Com essas seis regras, você pode tentar de uma maneira mais divertida e condizente com sua vida nerd o desafio de largar o cigarro. É claro que você também pode alterar os valores de acordo com a rotina do seu vício sujo, que deve ser diferentes da do autor do artigo. Ou criar mecânicas mais complexas, como um longo Skill Challange da 4ª Edição, ou uma pilha de variáveis e modificadores de GURPS.

E lembrando que esse método pode ser usado com qualquer tipo de vício: WoW, vídeo game, cerveja, sedentarismo. :)

*Balard rolou save contra jogar DS (45): 15-4 = 11
Você falhou.

:D

Por: Balard

| 24.03.09 |


PhotobucketContinuando o assunto dos brinquedos, uma rapidinha:

O que está na nossa frente é normalmente invisível, somos capturados pela comodidade e achamos coisas maravilhosas normais. Por exemplo, como uma mísera plantinha que existe por aí ia se tornar o próximo boon do entretenimento infantil?

Tá, ok, meio exagerado. Mas os caras estarem vendendo dormideiras (ou mimosas) como a última cocada do tabuleiro é realmente estranho.

Por: Rayana

| 17.03.09 |


PhotobucketSábado, 14 de março de 2009. Na praça da Apoteose, o tempo estava abafado e com ameaça de repetir a tempestade do dia anterior, mas só chuviscava. O movimento parecia fraco, será que o retorno da Donzela de Ferro ao Rio seria de baixo impacto? Na procura de um bom lugar para assistir ao show, eu e o Mestre andamos pela Apoteose pra lá e pra cá, afinal, tendo 1.60 cm de altura, não é fácil assistir a um show de qualquer lugar. Durante nossa andança, começou a banda de abertura, Lauren Harris, a filha do patrão do Maiden. Foi um showzinho fraco, sem grandes emoções, e com claros ares de nepotismo no mundo da música. :P

Enquanto a senhorita Harris cantava sua meia dúzia de músicas, decidimos subir para a arquibancada e de lá tivemos uma boa vista de todo o palco e da grande multidão que chegou aos poucos e logo lotou o local. Lauren acabou seu show e um pano preto escondeu o palco, enquanto os roadies montavam o cenário do show. A espera pela banda não demorou muito, pois cerca de 20 minutos depois, o Iron Maiden estava no palco, em forma e cheio de energia e metal para todos. A galera foi ao delírio. Milhares de vozes entoavam juntas “Maiden, maiden!”. O cenário do palco era de referência egípcia, como a capa de um de seus álbuns clássicos, o Powerslave, de 1984. Foi um sonho. :)

A banda iniciou seu espetáculo com Aces High, seguida de Wrathchild, música da época em que Bruce Dickinson ainda não conduzia a Donzela. A cada música, um diferente pano era trocado no fundo do palco, com capas antigas e clássicas da banda, tudo para dar mais ênfase à turnê dedicada aos anos dourados do Maiden. 2 Minutes To Midnight fez o público cantar mais alto… Não dava para não sentir a sensação que dominava o local. Estávamos todos ali por um motivo, uma banda e suas melhores músicas e tudo estava indo perfeitamente bem. O show seguiu com Children Of The Damned, uma música mais calma pra dar um fôlego pro pessoal. O Bruce não parava de correr por todo o palco, chamando, gritando, pedindo “Scream for me, Rio!”. Minha garganta sente até agora por atender a esse pedido…
Era a vez de Phantom Of The Opera, que eu não pulei muito, pois não é uma das minhas favoritas. No fim da música, o pano de fundo mudou para a conhecida imagem do Eddie carregando uma bandeira em meio à guerra… Sim, era a vez de The Trooper! Bruce apareceu vestido com um uniforme, como o Eddie da imagem, com a bandeira da Inglaterra em mãos. Ele corria e a multidão gritava “OOOOOH”! Volta o pano de fundo com tema egípcio e todo mundo acha que é a vez de Powerslave, mas vem Wasted Years. A apoteose cantou unida, como num hino. Fundo preto. Bruce conversa com o público sobre uma história envolvendo um navio, tragédia e todo mundo já sabia o que viria a seguir: os 15 minutos de Rime Of The Ancient Mariner. O fundo mudou para uma paisagem desolada de um navio fantasma, abandonado e Bruce apareceu com um manto preto, como se fosse a morte.

Egito de novo e dessa vez o público acertou: Powerslave. Senti a arquibancada tremer quando a música começou. Bruce apareceu com uma máscara tribal e assim cantou mais esse clássico da banda. Fogos, explosões, toda a parafernália técnica deixou o show mais emocionante a cada momento; era uma super produção. O comecinho clássico de Run To The Hills levou geral ao delírio. Nessa hora, eu não existia mais. Era só um pedaço de cabelos, suor e alegria. A sede, o calor e as dores que já davam seus sinais pelo corpo ficaram em segundo lugar. Bruce subiu até um ponto mais alto do palco e ficou de costas para o público. Sim, era ela… Fear Of The Dark! Celulares e isqueiros se acenderam por todo o local. Foi lindo poder cantar com toda a multidão, bater palmas e pular. Sinos. Hallowed Be Thy Name, a música que fecha com chave de ouro o conhecido álbum The Number Of The Beast, de 1982. Ao fim da música, começa Iron Maiden, e um sarcófago gigante com a cara do Eddie aparece atrás da bateria. Mas, no meio da música, acontece uma explosão. Duas chamas vermelhas gigantes e BUM! O sarcófago abre e de lá sai uma múmia Eddie gigantesca, se movendo pra lá e pra cá. Todo mundo gritava, era demais! Eddie, Eddie, Eddie! No fim, explodiram faíscas dos olhos dele. Uau! A banda se despediu do público e saiu, mas todo mundo sabia que eles iam voltar, né? :D

PhotobucketSilêncio. Escuridão. Uma voz meio sombria começou uma narração, que todos conheciam muito bem. Era o início de The Number Of The Beast e contava com um senhor capeta sentado do lado direito do palco. Não sei se foi impressão minha, mas achei que o público não agitou tanto nesta música como deveria. O fundo mudou novamente e apareceu a imagem da capa do Somewhere In Time, de 1986, e a banda começou a tocar The Evil That Man Do. No meio da música, surgiu do nada um Eddie futurista GIGANTE, como o da imagem, andando pelo palco e apontando sua arma para a multidão. Foi incrível! O fundo mudou novamente, dessa vez para a imagem de um Eddie mais antigo e começou a tocar Sanctuary. Bruce parou a música no meio e conversou com o público, agradeceu, falou da pré-estréia do documentário deles (Flight 666), que fora naquele dia, no Cine Odeon. Parecia muito feliz pelo show e assim eu estava e creio que todo mundo também. Ele terminou a música e a multidão não parava de gritar “Maiden, maiden!”. Fim de show, e para mim, a consagração de um clássico da história do heavy metal. Para quem acha que a banda se vendeu ou é mainstream demais, só lamento. Perdeu um belíssimo e grandioso show. UP THE IRONS!

Fotos do show pelo Jornal O Globo Online

Iron Maiden – Somewhere Back In Time World Tour
Praça da Apoteose, Centro, Rio de Janeiro
14.03.2009

Set List
Aces High
Wrathchild
2 Minutes To Midnight
Children Of The Damned
Phantom Of The Opera
The Trooper
Wasted Years
Rime Of The Ancient Mariner
Powerslave
Run To The Hills
Fear Of The Dark
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden

The Number Of The Beast
The Evil That Men Do
Sanctuary

Por: Balard

| 03.03.09 |


Temos duas talentosas brasileiras que vão tocar no Carnegie Hall em Nova York pela Orquestra do You Tube!

A violoncelista Larissa Mattos, que inspirou o post sobre o assunto, foi uma das escolhidas. A outra felizarda é a violinista Irina Kodin. Boa sorte e parabéns! :)

Por: Balard

| 26.02.09 |


A feira de brinquedos da Alemanha de 2009 me trouxe memórias saudosas. Três notícias me chamaram atenção: a primeira é a notável volta do Neon Super Soaker 50, que eu brinquei muito na minha infância, correndo em volta da piscina pentelhando quem quer que fosse com um forte jato de água na cara! :D
Parece que a única diferença é que, desta vez, o container onde fica a água não pode ser destacado, mas sim ser alimentado por uma abertura no topo da arma. Para quem não conhece, esse tal de Neon Super Soaker (que eu mesmo só fui apresentado formalmente agora), é uma arma de brinquedo que você enchia de água, e através de um constante vai e vem na base do cano da arma, gerava uma pressão e era só apertar o gatilho. O jato era bem potente, e dava para dar alguns tiros antes de ter que dar pressão novamente. Queria uma!

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Neon Super Soaker 50

O segundo brinquedo era mais um jogo que propriamente um brinquedo. Bastava pegar um relógio digital qualquer, botar no cronômetro, e tentar iniciar e parar ele no menor tempo possível. Ficava muito tempo de tédio fazendo isso. Acho que meu recorde era 6 centésimos. Quando o relógio em questão era ruim de ligar e parar rápido, o negócio era fazer parar com 1 segundo exato. Menos divertido que a brincadeira anterior, mas servia. Menos divertido porque demorava mais tempo! Esse brinquedo japa (de onde mais poderia ser?) é como a segunda brincadeira, mas com objetivo de chegar aos 5 segundos exatos. Menos tempo entre cada tentativa, menos diversão, mas deve ser bom para passar o tempo também. Será que ele apita quando você consegue?

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5 segundos?

Ah! Legos! Eu adorava Legos. Pena que eram caros (ou meus pais me diziam isso na época). Não que eu não tivesse, até tinha alguns, e tinha uma versão genérica MUITO legal e mais complexa chamada TENTE. A parte da minha vida montando cubinhos encaixáveis foi muito divertida. Mas os kits dos Legos sempre me chamavam atenção. Até hoje me pego em frente a uma loja de brinquedos olhando para eles. Me imaginando montando tudo, depois juntando dois ou três deles numa versão frankstein de Star Wars encontra Piratas do Caribe… Mas esse kit de Legos é especialmente atrativo, pois é do Dr. Jones! Olha o detalhe dos bonequinhos! Até o minifig do Short Round é menor que os outros. Muito bom. Especialmente legal é forçar a cabecinha dos Legos pra cima, e ela sair voando em alta pressão como se ele tivesse sido atingido pela Primeira Armadilha…

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Dr. Jones de Lego!

Por: Rayana

| 05.02.09 |


PhotobucketDentro do mundo do pessoal que escuta heavy metal, eu, como mulher, sempre fui a minoria. Não dá pra negar que este é um território masculino, brutal e com barba. E dentro dessa minoria, há ainda aquela mínima porcentagem de meninas que gostam da música por gostar, sem ser pela beleza (?) dos caras, pelo status de pessoa trevosa ou por fase da vida mesmo.

Achei que não mais entraria em outro mundo tão machista como este, mas me deparei com um novo desafio: o mundo cheio de testosterona do RPG. Maioria esmagadora, os garotos são 90% da comunidade jogadora, na minha opinião. Eu, que até agora adquiri uma pequena experiência entre uns eventos e outros, pude perceber que muitas vezes eu era a única presença feminina ali que sabia de pelo menos alguma coisinha do que se passava. Isso tirando os eventos grandes, que há um número maior de mulheres, mas nada comparado aos cuecas de plantão.

Agora o porquê exatamente disso eu não sei. Na minha humilde opinião, os mesmos caras que reclamam que não tem meninas jogando são os caras que as afastam desse meio. Talvez esse mundinho tenha se tornado tão masculino graças aos seus próprios participantes. Como não se sentir pressionada com aquele monte de macho te olhando como uma espécie em extinção durante um evento qualquer? Agora que eu até entendo mais de RPG, gostaria de participar das mesas nesses eventos, mas creio que não aguentaria os olhos e a pressão em cima de uma jogadora pré-iniciada. Eu tenho um ritmo mais lento e nem sempre me sinto à vontade jogando, e às vezes eu só atrapalho, sem falar que ainda tenho dificuldade para lembrar de todas as coisas necessárias para um personagem…

Talvez com o tempo e a experiência adquirida, eu me sinta mais a vontade e apta para este mundo dos meninos. Pelo menos, até agora, pareço estar me dando bem. Sem falar que os dados são lindos. :D

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