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Por: Balard
| 10.07.09 |
Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande evento do ano, desde que fui pela primeira vez e conhecendo os organizadores (a Caravana Surreal do Wallace foi quem me levou pela primeira vez pro EIRPG), fui lá esperando muito.
Assim, é justo falar que o evento não superou minhas expectativas, porque elas eram bem altas. Não esperava que fossem umas mesas espalhadas numa garagem, nem que seria um super encontro como nos tempos áureos de Internacional. Acho que mais importante do que elogiar ao povo organizador por ter conseguido montar o circo todo em 63 dias, é elogiar a coragem deles, já que duvido de que quando eles se juntaram eles não estavam almejando fazer um encontro excelente em todos os níveis possíveis.
Quanto ao evento em si, foi muito bom. O lugar era perto do metrô, mas era meio desprovido de vida do lado de fora. Falta de costume por ter sempre um shopping em frente ao evento. No puro achismo, parece que isso foi a maldição da comida. Só duas barraquinhas para alimentar uma quantidade nada modesta de gente, e sem uma enorme praça de alimentação na frente, conseguir comida era complicado. No sábado, o refri acabou às 2 da tarde. Acho que a organização subestimou bem o número de pessoas que iriam.
A feira de usados estava dividida em duas salas, que teoricamente eram Romance e RPG. Mas ambas tinham uma dose de “intrusos” que deveriam estar na outra. Me pareceu bem fraquinha a feira esse ano. E particularmente carinha. Tipo, tem uns livros lá que são os mesmos há anos. Tá na hora dos seus preços começarem a baixar, pra ver se alguém se interessa. Por exemplo, o livro básico de Vampiro, GURPS e D&D tinham que sair a 5 pratas para desafogar os estoques. Comprei dois livros de Stargate SG-1, agora falta o Fantastic Locations. Alguém tem?
Na área de stands, bastante variedade. RPG, acessórios, joguinhos, camisetas. Apesar da falta das editoras, tinha uma boa seleção. O maior problema nessa época de internet é você comprar coisas no encontro que estão com o mesmo preço de uma loja normal. Seria muito bom para a divulgação se os preços fossem um pouco menores, tipo a Bienal. Desestimula comprar um livro grande, que vai dar trabalho pra levar pra casa, sendo que você pode esperar um dia, ir à Gibiteria e comprar o livro pelo mesmo preço. Ou pior, pedir pela Amazon por uma fração.
A animação do evento ficou por conta do Chapolin imitando o Sílvio Santos. O cara é bom, mas o som podia ser um pouco mais baixo. Todo mundo falou da beleza da apresentadora, mas todas as vezes que passei por lá ela estava quieta no canto dela, e o Sílvio fazendo todo o trabalho difícil.
Parabéns pra ele!
Quanto ao colégio, acho que sou meio minotauro, porque eu me “entendi” com ele muito mais rápido que no Arquidiocesano. Na tarde de sábado, eu já estava sacando tudo pelos corredores labirínticos dele, e no Arquidiocesano, onde rola o EIRPG, eu demorei uns dois eventos para lembrar onde ficava tudo… Tomara que no próximo evento lá o povo brinque mais com o fato do lugar parecer uma dungeon.
O maior problema foi arrumar coisa pra fazer. Eu li em vários lugares que o povo teve dificuldade de fazer tudo. Isso sempre rolou nos EIRPGs que eu fui. O problema do RPGCon foi a falta de saber o que fazer. Nem um mapa de onde estava cada coisa existia. Era totalmente explorar a dungeon. Se você esbarrasse em algo interessante pra fazer, sorte sua, senão, tinha que ficar passeando a esmo até o mestre rolar um encontro aleatório.
A área de jogos de tabuleiro da Ludus Luderia estava bem legal. Ótimo peteleco no sábado (alguém sabe o nome daquele jogo?), mandei alta jogadas de mestre, verdadeiros petelecos de placa. Bom Munchkin no domingo. Não ganhei nada, nunca dou sorte nesse jogo… Só não entendi porque eles não puderam usar umas mesas logo na frente da área deles. Tinha gente querendo jogar, jogaram por lá no sábado, mas no domingo ficou pro povo sentar. Tinha bastante lugar pra se sentar, e UMA mesa pra galera jogar não ia fazer muita diferença.
A maior quantidade de mesas vazias era na área de jogo. Não faço idéia o porquê da decadência. Isso já vinha acontecendo no EIRPG; cada vez menos mesas. Concordo com o Tio Nitro, evento de RPG sem RPG não dá muito certo. Seria uma boa os mestres ganharem entradas de graça. Eles são tão importantes quanto qualquer expositor. O mesmo vale para palestrantes. Tinha que rolar um incentivo forte da organização para ter mais pessoas fazendo isso. E não ter nenhuma forma de saber quais mesas estavam abertas, quem ia mestrar o que me fez perder a mesa do acima citado Tio Doidimais. Acho que um sistema muito burocrático quanto o do EIRGP é exagero, mas pelo menos alguém pra dizer “quer jogar D&D? Tem uma mesa aqui fechando, vem que eu te levo” ia ser uma boa.
O encontro de blogs foi show. Colocar rostos nos nicks é muito legal. Dei sorte de estar lá numa hora cheia, e deu pra ver quase todo mundo. Faltou só um pouco mais de organização pra gente saber que horas o povo ia estar por lá. No próximo a gente acerta.
A pior parte foi ter lido que iam passar Monty Python e o Santo Graal às 16:30, chegar lá às 16 horas, e o filme já estar na metade e sem legenda.
Para finalizar, um comentário rápido sobre as declarações da Janaína do Grupo Ceos, que falou que foi muito bom os otakus não terem aparecido no evento. Como um grupo, eu acho os otakus muito chatos, a maioria não merece muito minha atenção, presos no seu mundinho. Mas no evento, acho que nunca deixaram a experiência pior pra mim. Seja com plaquinhas ou com cosplays, o evento fica muito mais rico se for um caldeirão de fandons (rpgistas, larpers, trekkers, jedis, wargamers, otakus, novatos, grognards…) do que se for um encontro de só uma tribo.
O evento foi muito bom, longe de ser perfeito, mas eu diria que melhor que muitos EIRPGs por aí, especialmente levando o fato que saiu em tão pouco tempo. Com certeza estarei lá de novo ano que vem, e com sorte, no EIRPG também. Wallace, o RPGCon Rio sai quando? Outubro tá bom pra mim.
P.S: esqueci completamente de falar que eu ganhei um Mutantes & Malfeitores da organização, numa promoção pra divulgar o evento. Valeu Johnny!
Por: Balard
| 06.05.09 |
Uma cidade no centro do mundo. De qualquer lugar chega-se nela, dela se vai pra qualquer lugar. Nas suas ruas caóticas e variadas você encontra todos os tipos de pessoas. Você vê coisas que não acredita. Sua própria geografia desafia a lógica e a realidade, com sua bizarra forma de rosca. Reconheceu?
Por: Balard
| 05.04.09 |
AH, o prazer de saber que somos novamente “mainstream”.
Como postado no blog do James Wyatt (um dos Caras da 4ª edição, que foi responsável pelo DMG e por Eberron), o Player’s Handbook 2 está em 28º lugar nos livros mais vendidos do USA Today, e em 4º (QUARTO!) nos livros de não ficção do New York Times.
Como diria o Igor:
Por: Rayana
| 30.09.08 |
Estou em clima de Tolkien.
Nesta madrugada, finalmente consegui terminar de ler a história da guerra do Anel, descrita nos três adoráveis volumes de O Senhor dos Anéis. Sim, eu sei que estou meio atrasada em relação à humanidade, mas, após várias tentativas frustadas de ler a série, finalmente cheguei ao fim. Essas tentativas frustadas se deram devido aos maçantes capítulos iniciais de A Sociedade do Anel. Quando comecei a ler, eu me sentia sonolenta e sem senso de direção com as incontáveis descrições de cenários e direções das viagens (esta última eu desisti de entender na metade do segundo livro…). Pelo menos era um bom remédio para as noites de insônia! Quando finalmente criei coragem e disposição para continuar lendo, segui algumas dicas, como simplesmente ignorar as várias canções que Tolkien enfiou no meio dos livros e que, para mim, eram um tanto quanto chatas de ler. Nem acreditei quando consegui terminar A Sociedade do Anel, mas havia muitos outros livros para ler em minha estante e resolvi deixar o resto da série para depois.
Há duas semanas, resolvi continuar minha saga pela Terra-Média e agora cheguei ao fim! Creio que demorei mais para ler o primeiro livro do que para ler As Duas Torres e O Retorno do Rei, juntos. Engraçado é quando você chega ao “fim”, onde Frodo finalmente cumpre sua missão e joga o Anel na Montanha da Perdição (bem, não joga, Gollum cai com ele) e você olha para o livro e vê que ainda restam muitas páginas, muitas mesmo! E se desenrola mais uma sequência de pequenas histórias… Confesso que quase cheguei a sentir o sono do início de A Sociedade.
No fim, o saldo foi positivo. Gostei muito dos livros, tirando esses pormenores. É realmente incrível a imaginação de Tolkien e todo o mundo que ele criou e que inspirou e ainda inspira muita gente até os dias de hoje.
Agora quero rever os filmes. Esse foi meu maior erro, talvez: ver os filmes antes de ler. O bom é que não me lembro de quase nenhuma cena, então poderei compará-los aos livros, quase como se estivesse vendo pela primeira vez.
Ah! Descobri que tem um monte de banda de heavy metal que tem alguma coisa de Tolkien… Algumas eu já conhecia, como o Blind Guardian, que fala muito sobre esse tema (mas não apenas disso), mas há várias outras referências, como a Planície de Gorgoroth, em Mordor, que inspirou o nome da banda norueguesa de black metal Gorgoroth. Montanha da Perdição, na língua de Gondor, é Amon Amarth, outro nome de banda. Sagrath, nome artístico do vocalista da banda Dimmu Borgir, retirou seu nome de um dos capitães dos orcs. O Tristania tem uma música chamada Simbelmyne, e no livro é citado que existe uma planta que nunca murcha, chamada simbelminë. O Nightwish faz referências à Elbereth na música Wishmaster. Adorei.
