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Por: Rayana
| 17.03.09 |
Sábado, 14 de março de 2009. Na praça da Apoteose, o tempo estava abafado e com ameaça de repetir a tempestade do dia anterior, mas só chuviscava. O movimento parecia fraco, será que o retorno da Donzela de Ferro ao Rio seria de baixo impacto? Na procura de um bom lugar para assistir ao show, eu e o Mestre andamos pela Apoteose pra lá e pra cá, afinal, tendo 1.60 cm de altura, não é fácil assistir a um show de qualquer lugar. Durante nossa andança, começou a banda de abertura, Lauren Harris, a filha do patrão do Maiden. Foi um showzinho fraco, sem grandes emoções, e com claros ares de nepotismo no mundo da música.
Enquanto a senhorita Harris cantava sua meia dúzia de músicas, decidimos subir para a arquibancada e de lá tivemos uma boa vista de todo o palco e da grande multidão que chegou aos poucos e logo lotou o local. Lauren acabou seu show e um pano preto escondeu o palco, enquanto os roadies montavam o cenário do show. A espera pela banda não demorou muito, pois cerca de 20 minutos depois, o Iron Maiden estava no palco, em forma e cheio de energia e metal para todos. A galera foi ao delírio. Milhares de vozes entoavam juntas “Maiden, maiden!”. O cenário do palco era de referência egípcia, como a capa de um de seus álbuns clássicos, o Powerslave, de 1984. Foi um sonho.
A banda iniciou seu espetáculo com Aces High, seguida de Wrathchild, música da época em que Bruce Dickinson ainda não conduzia a Donzela. A cada música, um diferente pano era trocado no fundo do palco, com capas antigas e clássicas da banda, tudo para dar mais ênfase à turnê dedicada aos anos dourados do Maiden. 2 Minutes To Midnight fez o público cantar mais alto… Não dava para não sentir a sensação que dominava o local. Estávamos todos ali por um motivo, uma banda e suas melhores músicas e tudo estava indo perfeitamente bem. O show seguiu com Children Of The Damned, uma música mais calma pra dar um fôlego pro pessoal. O Bruce não parava de correr por todo o palco, chamando, gritando, pedindo “Scream for me, Rio!”. Minha garganta sente até agora por atender a esse pedido…
Era a vez de Phantom Of The Opera, que eu não pulei muito, pois não é uma das minhas favoritas. No fim da música, o pano de fundo mudou para a conhecida imagem do Eddie carregando uma bandeira em meio à guerra… Sim, era a vez de The Trooper! Bruce apareceu vestido com um uniforme, como o Eddie da imagem, com a bandeira da Inglaterra em mãos. Ele corria e a multidão gritava “OOOOOH”! Volta o pano de fundo com tema egípcio e todo mundo acha que é a vez de Powerslave, mas vem Wasted Years. A apoteose cantou unida, como num hino. Fundo preto. Bruce conversa com o público sobre uma história envolvendo um navio, tragédia e todo mundo já sabia o que viria a seguir: os 15 minutos de Rime Of The Ancient Mariner. O fundo mudou para uma paisagem desolada de um navio fantasma, abandonado e Bruce apareceu com um manto preto, como se fosse a morte.
Egito de novo e dessa vez o público acertou: Powerslave. Senti a arquibancada tremer quando a música começou. Bruce apareceu com uma máscara tribal e assim cantou mais esse clássico da banda. Fogos, explosões, toda a parafernália técnica deixou o show mais emocionante a cada momento; era uma super produção. O comecinho clássico de Run To The Hills levou geral ao delírio. Nessa hora, eu não existia mais. Era só um pedaço de cabelos, suor e alegria. A sede, o calor e as dores que já davam seus sinais pelo corpo ficaram em segundo lugar. Bruce subiu até um ponto mais alto do palco e ficou de costas para o público. Sim, era ela… Fear Of The Dark! Celulares e isqueiros se acenderam por todo o local. Foi lindo poder cantar com toda a multidão, bater palmas e pular. Sinos. Hallowed Be Thy Name, a música que fecha com chave de ouro o conhecido álbum The Number Of The Beast, de 1982. Ao fim da música, começa Iron Maiden, e um sarcófago gigante com a cara do Eddie aparece atrás da bateria. Mas, no meio da música, acontece uma explosão. Duas chamas vermelhas gigantes e BUM! O sarcófago abre e de lá sai uma múmia Eddie gigantesca, se movendo pra lá e pra cá. Todo mundo gritava, era demais! Eddie, Eddie, Eddie! No fim, explodiram faíscas dos olhos dele. Uau! A banda se despediu do público e saiu, mas todo mundo sabia que eles iam voltar, né?
Silêncio. Escuridão. Uma voz meio sombria começou uma narração, que todos conheciam muito bem. Era o início de The Number Of The Beast e contava com um senhor capeta sentado do lado direito do palco. Não sei se foi impressão minha, mas achei que o público não agitou tanto nesta música como deveria. O fundo mudou novamente e apareceu a imagem da capa do Somewhere In Time, de 1986, e a banda começou a tocar The Evil That Man Do. No meio da música, surgiu do nada um Eddie futurista GIGANTE, como o da imagem, andando pelo palco e apontando sua arma para a multidão. Foi incrível! O fundo mudou novamente, dessa vez para a imagem de um Eddie mais antigo e começou a tocar Sanctuary. Bruce parou a música no meio e conversou com o público, agradeceu, falou da pré-estréia do documentário deles (Flight 666), que fora naquele dia, no Cine Odeon. Parecia muito feliz pelo show e assim eu estava e creio que todo mundo também. Ele terminou a música e a multidão não parava de gritar “Maiden, maiden!”. Fim de show, e para mim, a consagração de um clássico da história do heavy metal. Para quem acha que a banda se vendeu ou é mainstream demais, só lamento. Perdeu um belíssimo e grandioso show. UP THE IRONS!
Fotos do show pelo Jornal O Globo Online
Iron Maiden – Somewhere Back In Time World Tour
Praça da Apoteose, Centro, Rio de Janeiro
14.03.2009
Set List
Aces High
Wrathchild
2 Minutes To Midnight
Children Of The Damned
Phantom Of The Opera
The Trooper
Wasted Years
Rime Of The Ancient Mariner
Powerslave
Run To The Hills
Fear Of The Dark
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
The Number Of The Beast
The Evil That Men Do
Sanctuary
Por: Balard
| 03.03.09 |
Temos duas talentosas brasileiras que vão tocar no Carnegie Hall em Nova York pela Orquestra do You Tube!
A violoncelista Larissa Mattos, que inspirou o post sobre o assunto, foi uma das escolhidas. A outra felizarda é a violinista Irina Kodin. Boa sorte e parabéns!
Por: Balard
| 22.02.09 |
O anúncio dos finalistas do concurso da Orquestra Colaborativa do You Tube me lembraram de um dia no primeiro período na faculdade, quando eu estava explorando os corredores sombrios do prédio do CLA (Centro de Letras e Música), quando o grupo de calouros parou em frente à porta de uma sala, onde havia uma moça sozinha, mandando ver no violoncelo. Meu colega, Rafael Martins, falou: “Cara, que sexy!” A mulher lá, suada, numa sala quente, de vestido, abraçada no celo, tocando totalmente compenetrada. Na época eu achei estranho, mas hoje tenho que concordar com a afirmação dele.
Este é o vídeo que me remeteu à essa memória. Boa sorte para a Larissa Mattos!
A votação encerra hoje, portanto, corram! O resto dos brazucas que estão concorrendo (e que merecem mais seu voto que o Pelé na enquete do jornal argentino) seguem abaixo.
Flávio Gabriel – Trompete
Joarez Filho – Trompa
“6ok4e” – Violino
“yomieto” – Violoncelo
Por: Rayana
| 05.02.09 |
Fiquem ligados na programação de shows no Rio de Janeiro neste primeiro semestre de 2009!
08.03.09
Agua de Annique, banda da ex-vocalista do The Gathering.
Local: Mistura Fina, Ipanema.
Preço: R$ 58,90
Ingressos: Ticket Brasil
14.03.09
Iron Maiden em Somewhere Back In Time World Tour!
Local: Apoteose, Centro.
Preço: R$ 190,00 (Pista e arquibancada) / R$ 350,00 (Pista Premium)
Ingressos: Livepass
08.04.09
KISS
Local: Apoteose, Centro.
Ingressos: de 05 a 11 de fevereiro para clientes Citibank e venda geral a partir de 12 de fevereiro.
Preços: R$160,00 (Pista) / R$350,00 (Pista Premium)
17.05.09
Heaven & Hell, banda formada pelos membros do Black Sabbath Tony Iommi (guitarra), Ronnie James Dio (vocais), Geezer Butler (baixo) e Vinny Appice (bateria).
Local: Citibank Hall
Mais detalhes em breve.
Por: Rayana
| 27.10.08 |
Eu sempre costumo ler notícias em sites, comunidades e o que mais houver sobre heavy metal. O problema é que, algumas vezes, eu me deixo levar pela opinião geral e não procuro conhecer mais sobre alguma banda específica (às vezes é preguiça de fuçar mesmo). Foi numa dessas minhas leituras por aí que eu vi uma notícia de que a banda alemã Van Canto estava gravando um clipe para o cover que eles fizeram da música Wishmaster, do finado Nightwish.
Hmm, pensei.
Eu adoro essa música do Nightwish, mas sempre que eu lia uma opinião sobre o Van Canto, esta não era nada positiva, as pessoas diziam que era ruim, sem peso, sem graça, entre outros adjetivos. Mas aí minha curiosidade foi atiçada e resolvi ouvir o cover. Primeiro, gostei muito do vocal da moça, que deixa no chinelo a nova “vocalista” do NW. Só que, durante a música, dava para ouvir alguns sons estranhos, como se alguém estivesse fazendo uma espécie de backing vocal… Quando a música acabou, e obteve minha aprovação, resolvi espiar na Wikipedia sobre eles. E então, veio minha supresa: eles não possuem instrumentos, a não ser a bateria. São, no total, 5 vocalistas fazendo os sons dos instrumentos e tudo mais que tem direito. Seria possível? Sim! Assisti todos os vídeos que pude pelo YouTube e é a mais pura verdade. O pior (ou melhor) é que as músicas ficaram muito boas! São músicos muito talentosos e de uma originalidade incrível. Parabéns ao Van Canto.
Confira o clipe de Wishmaster!
Por: Rayana
| 30.09.08 |
Estou em clima de Tolkien.
Nesta madrugada, finalmente consegui terminar de ler a história da guerra do Anel, descrita nos três adoráveis volumes de O Senhor dos Anéis. Sim, eu sei que estou meio atrasada em relação à humanidade, mas, após várias tentativas frustadas de ler a série, finalmente cheguei ao fim. Essas tentativas frustadas se deram devido aos maçantes capítulos iniciais de A Sociedade do Anel. Quando comecei a ler, eu me sentia sonolenta e sem senso de direção com as incontáveis descrições de cenários e direções das viagens (esta última eu desisti de entender na metade do segundo livro…). Pelo menos era um bom remédio para as noites de insônia! Quando finalmente criei coragem e disposição para continuar lendo, segui algumas dicas, como simplesmente ignorar as várias canções que Tolkien enfiou no meio dos livros e que, para mim, eram um tanto quanto chatas de ler. Nem acreditei quando consegui terminar A Sociedade do Anel, mas havia muitos outros livros para ler em minha estante e resolvi deixar o resto da série para depois.
Há duas semanas, resolvi continuar minha saga pela Terra-Média e agora cheguei ao fim! Creio que demorei mais para ler o primeiro livro do que para ler As Duas Torres e O Retorno do Rei, juntos. Engraçado é quando você chega ao “fim”, onde Frodo finalmente cumpre sua missão e joga o Anel na Montanha da Perdição (bem, não joga, Gollum cai com ele) e você olha para o livro e vê que ainda restam muitas páginas, muitas mesmo! E se desenrola mais uma sequência de pequenas histórias… Confesso que quase cheguei a sentir o sono do início de A Sociedade.
No fim, o saldo foi positivo. Gostei muito dos livros, tirando esses pormenores. É realmente incrível a imaginação de Tolkien e todo o mundo que ele criou e que inspirou e ainda inspira muita gente até os dias de hoje.
Agora quero rever os filmes. Esse foi meu maior erro, talvez: ver os filmes antes de ler. O bom é que não me lembro de quase nenhuma cena, então poderei compará-los aos livros, quase como se estivesse vendo pela primeira vez.
Ah! Descobri que tem um monte de banda de heavy metal que tem alguma coisa de Tolkien… Algumas eu já conhecia, como o Blind Guardian, que fala muito sobre esse tema (mas não apenas disso), mas há várias outras referências, como a Planície de Gorgoroth, em Mordor, que inspirou o nome da banda norueguesa de black metal Gorgoroth. Montanha da Perdição, na língua de Gondor, é Amon Amarth, outro nome de banda. Sagrath, nome artístico do vocalista da banda Dimmu Borgir, retirou seu nome de um dos capitães dos orcs. O Tristania tem uma música chamada Simbelmyne, e no livro é citado que existe uma planta que nunca murcha, chamada simbelminë. O Nightwish faz referências à Elbereth na música Wishmaster. Adorei.
Por: Balard
| 19.09.08 |
Perguntas sobre a indústria da música e sobre sexualidade. Tradução da nossa Pinguim para o site de metal Whiplash.
Por: Rayana
| 18.09.08 |
Alguns estudos sobre a personalidade das pessoas e suas músicas foram realizados neste ano, porém, seus resultados são um tanto quanto contraditórios entre si. Em agosto deste ano, foi publicado um estudo sobre personalidade e música (ainda não encontrei quem o realizou, apenas encontrei sua divulgação) que dizia que fãs de heavy metal tem maiores tendências a cometer suicídio, roubos, sexo sem proteção, dirigir sob efeito de álcool, entre outras coisas não apropriadas. O estudo ainda diz que fãs de música pop tem maiores tendências a questionarem sua sexualidade e fãs de jazz a serem solitários.
Pois bem, um outro estudo foi publicado neste mês pela Universidade Heriot Watt (Edimburgo – Escócia), também sobre a relação da personalidade das pessoas com o estilo musical preferido delas, e pasmem, fãs de heavy metal e música clássica apresentaram semelhanças surpreendentes, tais como baixa auto-estima, criatividade; são pessoas introvertidas e de bem com a vida! A pesquisa vai além e diz que os headbangers também são gentis e pouco trabalhadores (ler post sobre ócio).
O antropólogo canadense Sam Dunn, diretor do documentário “Metal: A Headbanger’s Journey” aborda esta relação da música clássica com o metal, que sofreu grande influência desta, principalmente da música clássica mais “obscura”, como Wagner, que mudou completamente a estrutura das orquestras ao inserir tubas, baixos e octobaixos (que tinham 4 metros de altura), criando uma sonoridade muito mais pesada.
O programa Mythbusters uma vez realizou um teste e constatou que plantas crescem mais rápido quando expostas a um som mais “pesado”, como o metal. Confiram o vídeo aqui (falta um pedacinho do fim, infelizmente)!
A verdade é que não dá para generalizar e tentar enquadrar todos os fãs de metal numa categoria de personalidade. Acredito que eles possuem alguns traços de semelhança sim, mas há também suas divergências, que são maiores ainda. Este é um problema para quem está inserido na cena heavy metal, ainda há um forte estereótipo do estilo e muita gente acredita que seus fãs não passam de bêbados fanfarrões adoradores do capeta, por causa de uma série de fatores, que vão de roupas à interpretação das letras. Não que todos tenham um bom comportamento, mas é justamente esta a questão: não devemos analisar uma pessoa baseada nos seus gostos pessoais, como estilo musical preferido. Sua educação e personalidade não dependem disto.
Por: Rayana
| 16.09.08 |
Lembram-se do meu post sobre Led Zeppelin e os vikings? A épica letra de Immingrant Song, que contava as viagens vikings, da península Escandinava rumo às terras ocidentais… Eu disse que esta música poderia ser de qualquer banda de Viking Metal da atualidade, e que ficaria melhor ainda se fosse cantada em algum idioma como o sueco ou norueguês. Pois bem, agora eu tenho a letra dela em sueco para vocês, caros leitores!
Por sorte, destino ou ironia, eu conheci alguém que fala sueco, bem no grupo de RPG do Daniel, e tive a pentelhice de pedir para que ele passasse a música em sueco para mim. Aqui vão meus agradecimentos ao Hugo pela tradução (e paciência). Tem até um glossário muito legal ao fim da letra, que ajuda a entender o processo da tradução. E “å” se pronuncia “ooo”.
Invandraressång
Vi kommer från isens och snöns land,
Från midnattsolen när de heta källorna blosar.
Gudarnas hammare
Ska föra våra skepp till nya länder,
För att kämpa mot horden, genom att sjunga och ropa:
Valhall, jag kommer!
På havet ror vi med tröskande åror,
Vårt enda mål är västerstranden.
Vi kommer från isens och snöns land,
Från midnattsolen när de heta källorna blosar
Vad milda dina åkrar så gröna,
Kan viska sagor om blod,
Om hur vi lugnade ner krigströmmar.
Vi är dina överherrar.
På havet ror vi med tröskande åror,
Vårt enda mål är västerstranden.
Så skulle det bli bättre att du stanna och återbygga alla dina ruiner,
Därför fred och tillit kan vinna dagen
Trots alla dina förlorelser.
Ordbok
Invandra: Wander in -> Invandrare: Immigrant
Sång: Song
Vi: We
Komma: Come -> Kommer: Come (present)
Från: From
Is: Ice -> Isen: The ice
Och: And
Snö: Snow -> Snön: The snow
Land: Land -> Länder: Lands
Midnatt: Midnight
Sol: Sun -> Solen: The sun
När: Where
Het: Hot -> Heta: Hot (plural)
Källa: Spring -> Källor: Springs
Blosa: Blow
Gud: God -> Gudar: Gods -> Gudarna: The gods
Hammare: Hammer
Ska: Shall -> Skulle: Should/Would
Föra: Guide
Vår: Our -> Vårt: Our (neuter) -> Våra: Our (plural)
Skepp: Ship -> Skepp: Ships
Till: To
Ny: New -> Nya: New (plural)
För: For
Kämpa: Fight
Mot: Against
Hord: Horde -> Horden: Hordes
Genom: Through
Sjunga: Sing
Ropa: Cry (Warcry)
Valhall: Walhalla
Jag: I
På: On
Hav: Sea -> Havet: The Sea
Ro: Row -> Ror: Row (present)
Med: With
Tröska: Thresh -> Tröskande: Threshing
Åra: Oar -> Åror: Oars
Enda: Unique
Mål: Goal
Vara: Be -> Är: Am/Is/Are
Väst: West -> Väster: Western
Strand: Shore/Beach -> Stranden: The Shore
Vad: What
Mild: Mild -> Milda: Mild (plural)
Din: Your -> Dina: Your (plural)
Åker: Field -> Åkrar: Fields
Så: So
Grön: Green -> Gröna: Green (plural)
Kunna: Can -> Kan: Can (present)
Viska: Whisper
Saga: Tale -> Sagor: Tales
Om: About
Blod: Blood
Hur: How
Lugna: Calm -> Lugnade: Calmed
Ner: Down
Krig: War
Ström: Tide/Stream -> Strömmar: Tides
Över: Over
Herre: Lord -> Herrar: Lords
Det: It
Bli: Become
Bra: Good -> Bättre: Better
Du: You (singular)
Stanna: Stay/Stop
Åter-: Re-
Bygga: Build
All: All -> Alla: All (plural)
Ruin: Ruin -> Ruiner: Ruins
Därför: Thus/Therefore
Fred: Peace
Tillit: Trust
Vinna: Win
Dag: Day -> Dagen: The day
Trots: Despite of
Förlora: Lose -> Förlorelse: Losing -> Förlorelser: Losings
Por: Rayana
| 08.09.08 |
Fãs de heavy metal sabem que os diversos temas abordados neste estilo musical variam conforme o subgênero em questão. Por exemplo, temas como revolução e sociedade são recorrentes em bandas de thrash metal, assim como no power/symphonic/viking metal temos letras recheadas de guerreiros, batalha, glória, mitologia (em especial a nórdica), entre outros temas épicos. Assim, não é difícil de se encontrar canções que cantem os mundos da mitologia nórdica, como no álbum Secret of the Runes, da banda sueca Therion, em que cada canção retrata um dos mundos que a árvore Yggdrasil sustenta. Valhalla, o destino dos guerreiros abatidos nas batalhas e merecedores da honra de Odin, também já se tornou tema comum às canções. Sim, você deve estar se perguntando onde é que eu vou enfiar o Led Zeppelin e sua Immigrant Song no meio dessa salada viking, mas é exatamente aqui que nós queríamos chegar!
Se você é fã de Led Zeppelin, deve saber que esta é uma das canções mais conhecidas da banda. Se não é fã, fique sabendo que esta canção é a faixa de abertura do terceiro álbum do Led Zeppelin, lançado em 1970, e ela é muito popular devido aos famosos gritinhos de Robert Plant no início da canção (aqueles “interpretados” pela Branca de Neve, em Shrek 3). Mas não é essa parte que nos interessa, mas sim a letra de Immigrant Song, digna de qualquer banda de viking metal da atualidade (que, para isso, precisaria de apenas um pequeno ajuste: ser cantada em algum idioma incompreensível, como norueguês ou sueco).
Os “imigrantes” tratados na canção são os vikings, quando eles rumaram para oeste de sua terra natal (Noruega, Suécia e Dinamarca), lá pelo século VIII, onde eles pilharam e saquearam muitas cidades. Vemos estas referências claramente na letra: “the land of the ice and snow” é a península Escandinava de onde eles partem; “will drive our ships to new lands” mostra a maneira como eles viajavam, em seus navios, mais conhecidos como drakkar, rumo aos novos territórios; “Valhalla, I’m coming” é a referência mais forte ao paganismo nórdico, bem como em “the hammer of the gods”, que nos lembra o martelo de Thor, um dos deuses mais importantes da mitologia nórdica; “can whisper tales of gore” mostra a política de conquista viking: saquear e matar (não que eles fizessem simplesmente isso); “our only goal will be the western shore” mostra o destino para o qual eles rumaram: a costa oeste.
Uma das mais recente versões da música é cantada por Hansi Kursch, vocalista da banda alemã Blind Guardian, no projeto Demons & Wizards, o que deu à música uma sonoridade mais pesada e atual, mais condizente com sua letra épica (não desmerecendo o rock psicodélico da versão original).
Escute aqui a original e o cover feito pelo Demons & Wizards.
Immigrant Song
We come from the land of the ice and snow,
Nós viemos da terra do gelo e da neve,
from the midnight sun where the hot springs blow.
do sol da meia-noite onde as fontes quentes explodem.
The hammer of the gods
O martelo dos deuses
will drive our ships to new lands,
vai guiar nossos barcos para novas terras,
to fight the horde, singing and crying:
para combater a horda, cantando e gritando:
Valhalla, I am coming!
Valhalla, eu estou indo!
On we sweep with threshing oar,
Em frente remamos com remos destruidores,
our only goal will be the western shore.
nosso único objetivo será a costa oeste.
We come from the land of the ice and snow,
Nós viemos da terra do gelo e da neve,
from the midnight sun where the hot springs blow.
do sol da meia-noite onde as fontes quentes explodem.
How soft your fields so green,
Como são macios seus campos, tão verdes,
can whisper tales of gore,
podem sussurrar contos de matança,
of how we calmed the tides of war.
de como nós acalmamos as ondas da guerra.
We are your overlords.
Nós somos seus senhores.
On we sweep with threshing oar,
Em frente remamos com remos destruidores,
our only goal will be the western shore.
nosso único objetivo será a costa oeste.
So now you’d better stop and rebuild all your ruins,
Então é melhor você parar e reconstruir suas ruínas,
for peace and trust can win the day
pois paz e confiança podem ganhar o dia
despite of all your losing.
apesar de todas suas perdas.