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Por: Balard
| 26.02.09 |
A feira de brinquedos da Alemanha de 2009 me trouxe memórias saudosas. Três notícias me chamaram atenção: a primeira é a notável volta do Neon Super Soaker 50, que eu brinquei muito na minha infância, correndo em volta da piscina pentelhando quem quer que fosse com um forte jato de água na cara! ![]()
Parece que a única diferença é que, desta vez, o container onde fica a água não pode ser destacado, mas sim ser alimentado por uma abertura no topo da arma. Para quem não conhece, esse tal de Neon Super Soaker (que eu mesmo só fui apresentado formalmente agora), é uma arma de brinquedo que você enchia de água, e através de um constante vai e vem na base do cano da arma, gerava uma pressão e era só apertar o gatilho. O jato era bem potente, e dava para dar alguns tiros antes de ter que dar pressão novamente. Queria uma!
O segundo brinquedo era mais um jogo que propriamente um brinquedo. Bastava pegar um relógio digital qualquer, botar no cronômetro, e tentar iniciar e parar ele no menor tempo possível. Ficava muito tempo de tédio fazendo isso. Acho que meu recorde era 6 centésimos. Quando o relógio em questão era ruim de ligar e parar rápido, o negócio era fazer parar com 1 segundo exato. Menos divertido que a brincadeira anterior, mas servia. Menos divertido porque demorava mais tempo! Esse brinquedo japa (de onde mais poderia ser?) é como a segunda brincadeira, mas com objetivo de chegar aos 5 segundos exatos. Menos tempo entre cada tentativa, menos diversão, mas deve ser bom para passar o tempo também. Será que ele apita quando você consegue?
Ah! Legos! Eu adorava Legos. Pena que eram caros (ou meus pais me diziam isso na época). Não que eu não tivesse, até tinha alguns, e tinha uma versão genérica MUITO legal e mais complexa chamada TENTE. A parte da minha vida montando cubinhos encaixáveis foi muito divertida. Mas os kits dos Legos sempre me chamavam atenção. Até hoje me pego em frente a uma loja de brinquedos olhando para eles. Me imaginando montando tudo, depois juntando dois ou três deles numa versão frankstein de Star Wars encontra Piratas do Caribe… Mas esse kit de Legos é especialmente atrativo, pois é do Dr. Jones! Olha o detalhe dos bonequinhos! Até o minifig do Short Round é menor que os outros. Muito bom. Especialmente legal é forçar a cabecinha dos Legos pra cima, e ela sair voando em alta pressão como se ele tivesse sido atingido pela Primeira Armadilha…
Por: Balard
| 22.02.09 |
O anúncio dos finalistas do concurso da Orquestra Colaborativa do You Tube me lembraram de um dia no primeiro período na faculdade, quando eu estava explorando os corredores sombrios do prédio do CLA (Centro de Letras e Música), quando o grupo de calouros parou em frente à porta de uma sala, onde havia uma moça sozinha, mandando ver no violoncelo. Meu colega, Rafael Martins, falou: “Cara, que sexy!” A mulher lá, suada, numa sala quente, de vestido, abraçada no celo, tocando totalmente compenetrada. Na época eu achei estranho, mas hoje tenho que concordar com a afirmação dele.
Este é o vídeo que me remeteu à essa memória. Boa sorte para a Larissa Mattos!
A votação encerra hoje, portanto, corram! O resto dos brazucas que estão concorrendo (e que merecem mais seu voto que o Pelé na enquete do jornal argentino) seguem abaixo.
Flávio Gabriel – Trompete
Joarez Filho – Trompa
“6ok4e” – Violino
“yomieto” – Violoncelo
Por: Rayana
| 05.02.09 |
Fiquem ligados na programação de shows no Rio de Janeiro neste primeiro semestre de 2009!
08.03.09
Agua de Annique, banda da ex-vocalista do The Gathering.
Local: Mistura Fina, Ipanema.
Preço: R$ 58,90
Ingressos: Ticket Brasil
14.03.09
Iron Maiden em Somewhere Back In Time World Tour!
Local: Apoteose, Centro.
Preço: R$ 190,00 (Pista e arquibancada) / R$ 350,00 (Pista Premium)
Ingressos: Livepass
08.04.09
KISS
Local: Apoteose, Centro.
Ingressos: de 05 a 11 de fevereiro para clientes Citibank e venda geral a partir de 12 de fevereiro.
Preços: R$160,00 (Pista) / R$350,00 (Pista Premium)
17.05.09
Heaven & Hell, banda formada pelos membros do Black Sabbath Tony Iommi (guitarra), Ronnie James Dio (vocais), Geezer Butler (baixo) e Vinny Appice (bateria).
Local: Citibank Hall
Mais detalhes em breve.
Por: Rayana
Dentro do mundo do pessoal que escuta heavy metal, eu, como mulher, sempre fui a minoria. Não dá pra negar que este é um território masculino, brutal e com barba. E dentro dessa minoria, há ainda aquela mínima porcentagem de meninas que gostam da música por gostar, sem ser pela beleza (?) dos caras, pelo status de pessoa trevosa ou por fase da vida mesmo.
Achei que não mais entraria em outro mundo tão machista como este, mas me deparei com um novo desafio: o mundo cheio de testosterona do RPG. Maioria esmagadora, os garotos são 90% da comunidade jogadora, na minha opinião. Eu, que até agora adquiri uma pequena experiência entre uns eventos e outros, pude perceber que muitas vezes eu era a única presença feminina ali que sabia de pelo menos alguma coisinha do que se passava. Isso tirando os eventos grandes, que há um número maior de mulheres, mas nada comparado aos cuecas de plantão.
Agora o porquê exatamente disso eu não sei. Na minha humilde opinião, os mesmos caras que reclamam que não tem meninas jogando são os caras que as afastam desse meio. Talvez esse mundinho tenha se tornado tão masculino graças aos seus próprios participantes. Como não se sentir pressionada com aquele monte de macho te olhando como uma espécie em extinção durante um evento qualquer? Agora que eu até entendo mais de RPG, gostaria de participar das mesas nesses eventos, mas creio que não aguentaria os olhos e a pressão em cima de uma jogadora pré-iniciada. Eu tenho um ritmo mais lento e nem sempre me sinto à vontade jogando, e às vezes eu só atrapalho, sem falar que ainda tenho dificuldade para lembrar de todas as coisas necessárias para um personagem…
Talvez com o tempo e a experiência adquirida, eu me sinta mais a vontade e apta para este mundo dos meninos. Pelo menos, até agora, pareço estar me dando bem. Sem falar que os dados são lindos.
Por: Rayana
| 04.02.09 |
A febre vampírica que tomou conta do país não me atingiu.
Quando soube que mais uma história de vampiros estava para sair em filme (porque eu nem sabia que aquele livro preto com uma maçã vermelha na capa tratava disso afinal), demonstrei certo interesse, pois é um assunto que de certa maneira me agrada. Não sou a pessoa mais obcecada com isso, é apenas algo que está dentro da minha cultura nerd.
E o que até então eram mais uns livros num canto qualquer da livraria tornou-se uma obsessão de gente de toda faixa etária. Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse espalharam-se mais rápido que a dengue no calor do Rio de Janeiro. Hoje eu vi uma senhora lendo Eclipse. Ontem foi uma moça no metrô entretida com seu exemplar de Crepúsculo. A série de livros escritos pela dona de casa Stephenie Meyer está em todos os lugares possíveis. A vitrine da livraria se tornou uma imensa muralha com livros e mais livros pretos com coisas vermelhas na capa, seja a maçã, a fita ou o que quer que seja aquilo, enquanto jovens menininhas aprendizes de trevosas usam camisetas que trazem o ator principal estampado – o sonho de qualquer menina de 13 anos que vê algo sedutor em qualquer rostinho bonito com um quê de obscuridade.
As prateleiras das livrarias com livros sobre vampiros estão cada dia mais vazias, graças ao mainstream alcançado pelos vampiros… O que quer que seja que tenha atraído tanta atenção de tanta gente, aos meus olhos e à minha mente - que sofre de leve síndrome de underground – não merece todo esse fanatismo. Não vamos nos esquecer das revistas Capricho sobre o filme, o amor entre um vampiro sem dentes pontiagudos e sem a mínima cara de sanguessuga (e muito menos avesso ao sol) por mais uma mortalzinha tola, que todas as fãs menininhas queriam ser. Imagino os postêres grudados com o tal ‘galã’ em suas paredes e os artigos de revistas do tipo “Como atrair seu vampiro em 10 passos” ou “Mude seu visual para um estilo mais Twilight”. Bram Stoker deve estar se revirando no caixão.
PS: Não ficou uma graça o meu toque especial na foto?


