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Por: Rayana
| 12.01.10 |
Desde que escrevi meu único post direto sobre RPG para meninas, tenho recebido muitos comentários e pedidos de mais textos sobre o ponto de vista da minoria das minorias do mundo nerd RPGístico. Sim, meninas, querendo ou não, nós sempre seremos minoria neste mundo cheio de testosterona, pelos e arrotos dos garotos da mesa. Mas ser a única fêmea num jogo não significa que você tenha que ser a menos importante, frágil ou “sem bagos” da história.
Tenha atitude ao chegar para jogar. Se arrume! Se você for solteira e gosta de nerds, onde melhor você vai arrumar um pretendente senão na sua própria mesa de RPG? Mostre que você fez sua lição de casa e tenha a ficha sempre atualizada e em mãos. Barganhe um item novo pela sua atitude, se mais ninguém se mostrar tão “aplicado”. Não faça uma personagem sem graça, mesmo que você seja tímida na vida real. Chute bundas, corte cabeças ou atire raios nos inimigos e mostre que seu grupo depende de você naquela batalha, seja ela complicada ou não.
Faça piadas nerds, mas não enquanto alguém está falando sério. Isto é um jogo, um entretenimento, mas não significa que tenha que ser esculachado. Se você tiver dificuldades de memorizar nomes de NPCs ou mesmo as características dos seus poderes, não tenha vergonha de anotar e ter cartinhas com nomes que te lembrem sempre. Dê o seu toque feminino nelas, afinal, você não precisa ser um troll das cavernas para jogar RPG, mas sim uma menina/mulher com todas as suas características. Assim, você se destaca muito mais quando vai a eventos de jogos e os caras te olham diferente. Não, você não é estranha, é aquele seu decote e seu cabelo bem cuidado que chamam a atenção. Não tenha vergonha, isso não vai te tornar superficial, menos inteligente ou menos ligada ao mundo nerd que nós tanto amamos.
Tenha referenciais, mas seja o seu principal. Eles ajudam você a ter mais atitude às vezes. Por exemplo, eu adoro a Mulher Gato e a Zatanna. Quem sabe eu não poderia botar um pouco mais dos estilos pessoais delas na minha personagem durante alguma aventura?
Se interesse pela cultura nerd geral. Não precisa se tornar uma expert em todos os assuntos, mas procure conhecer os fundamentos da sociedade geek do mundo, seus filmes, livros, HQs e afins. Você não precisa gostar de tudo (eu não gosto de mangá). Assim, você vai pegar com mais facilidade as piadas e comentários.
Se você namora alguém da mesa, principalmente o Mestre, não tente puxar vantagem para o seu lado, isso só trará inimizade com o grupo e dificilmente você será bem vista por eles. Se você ganhar algumas vantagens justamente, a culpa não é sua e eles com certeza verão isso. Principalmente se você, sozinha, matou alguns camponeses zumbis com dados altos. Todos viram que você teve sorte e se deu bem por conta própria. Às vezes, algumas pessoas questionam uns valores altos da minha ficha, mas todos eles foram feitos com rolagens de dados e até algum tempo atrás eles estavam errados, para menor! Não tinha muita experiência com fichas até então e alguns números ficaram errados, mas isso é perfeitamente normal.
Quando for adquirir novos poderes ao subir de nível, converse com as pessoas do grupo com mais experiência de jogo o que seria mais interessante de pegar, mas antes, escolha por conta própria o que você gostaria. Isso ajuda você a criar o seu próprio bom senso e a tomar decisões por conta própria.
Monte a sua personagem como você quiser, mas não abuse das loucuras. Converse com seu Mestre sobre as suas idéias. Seja criativa!
Tenha dados maneiros. Eu fiz minha coleção de dados rosas e roxos. Como no resto da minha mesa só tem cueca, fica mais fácil de identificar um perdido na mesa, afinal, aquele rosa com brilho só pode ser o seu. Isso não é sinônimo de ser “patricinha” e sim ser feminina. Rosa nem é minha cor favorita nem nada, mas eu gosto desse toque de feminilidade dentro deste mundo tão masculino.
E o mais importante: divirta-se sempre!
O Mestre e a Pinguim tiraram um longo período de férias das postagens, mas eles estão de volta com tudo em 2010!
Por: Balard
| 10.07.09 |
Depois de voltar, organizar as idéias e ler uma penca de resenhas, comentários e avaliações do evento, é hora de começar a fazer a minha. Tendo em conta que, para mim, a ida ao EIRPG tem sido sempre um grande evento do ano, desde que fui pela primeira vez e conhecendo os organizadores (a Caravana Surreal do Wallace foi quem me levou pela primeira vez pro EIRPG), fui lá esperando muito.
Assim, é justo falar que o evento não superou minhas expectativas, porque elas eram bem altas. Não esperava que fossem umas mesas espalhadas numa garagem, nem que seria um super encontro como nos tempos áureos de Internacional. Acho que mais importante do que elogiar ao povo organizador por ter conseguido montar o circo todo em 63 dias, é elogiar a coragem deles, já que duvido de que quando eles se juntaram eles não estavam almejando fazer um encontro excelente em todos os níveis possíveis.
Quanto ao evento em si, foi muito bom. O lugar era perto do metrô, mas era meio desprovido de vida do lado de fora. Falta de costume por ter sempre um shopping em frente ao evento. No puro achismo, parece que isso foi a maldição da comida. Só duas barraquinhas para alimentar uma quantidade nada modesta de gente, e sem uma enorme praça de alimentação na frente, conseguir comida era complicado. No sábado, o refri acabou às 2 da tarde. Acho que a organização subestimou bem o número de pessoas que iriam.
A feira de usados estava dividida em duas salas, que teoricamente eram Romance e RPG. Mas ambas tinham uma dose de “intrusos” que deveriam estar na outra. Me pareceu bem fraquinha a feira esse ano. E particularmente carinha. Tipo, tem uns livros lá que são os mesmos há anos. Tá na hora dos seus preços começarem a baixar, pra ver se alguém se interessa. Por exemplo, o livro básico de Vampiro, GURPS e D&D tinham que sair a 5 pratas para desafogar os estoques. Comprei dois livros de Stargate SG-1, agora falta o Fantastic Locations. Alguém tem?
Na área de stands, bastante variedade. RPG, acessórios, joguinhos, camisetas. Apesar da falta das editoras, tinha uma boa seleção. O maior problema nessa época de internet é você comprar coisas no encontro que estão com o mesmo preço de uma loja normal. Seria muito bom para a divulgação se os preços fossem um pouco menores, tipo a Bienal. Desestimula comprar um livro grande, que vai dar trabalho pra levar pra casa, sendo que você pode esperar um dia, ir à Gibiteria e comprar o livro pelo mesmo preço. Ou pior, pedir pela Amazon por uma fração.
A animação do evento ficou por conta do Chapolin imitando o Sílvio Santos. O cara é bom, mas o som podia ser um pouco mais baixo. Todo mundo falou da beleza da apresentadora, mas todas as vezes que passei por lá ela estava quieta no canto dela, e o Sílvio fazendo todo o trabalho difícil.
Parabéns pra ele!
Quanto ao colégio, acho que sou meio minotauro, porque eu me “entendi” com ele muito mais rápido que no Arquidiocesano. Na tarde de sábado, eu já estava sacando tudo pelos corredores labirínticos dele, e no Arquidiocesano, onde rola o EIRPG, eu demorei uns dois eventos para lembrar onde ficava tudo… Tomara que no próximo evento lá o povo brinque mais com o fato do lugar parecer uma dungeon.
O maior problema foi arrumar coisa pra fazer. Eu li em vários lugares que o povo teve dificuldade de fazer tudo. Isso sempre rolou nos EIRPGs que eu fui. O problema do RPGCon foi a falta de saber o que fazer. Nem um mapa de onde estava cada coisa existia. Era totalmente explorar a dungeon. Se você esbarrasse em algo interessante pra fazer, sorte sua, senão, tinha que ficar passeando a esmo até o mestre rolar um encontro aleatório.
A área de jogos de tabuleiro da Ludus Luderia estava bem legal. Ótimo peteleco no sábado (alguém sabe o nome daquele jogo?), mandei alta jogadas de mestre, verdadeiros petelecos de placa. Bom Munchkin no domingo. Não ganhei nada, nunca dou sorte nesse jogo… Só não entendi porque eles não puderam usar umas mesas logo na frente da área deles. Tinha gente querendo jogar, jogaram por lá no sábado, mas no domingo ficou pro povo sentar. Tinha bastante lugar pra se sentar, e UMA mesa pra galera jogar não ia fazer muita diferença.
A maior quantidade de mesas vazias era na área de jogo. Não faço idéia o porquê da decadência. Isso já vinha acontecendo no EIRPG; cada vez menos mesas. Concordo com o Tio Nitro, evento de RPG sem RPG não dá muito certo. Seria uma boa os mestres ganharem entradas de graça. Eles são tão importantes quanto qualquer expositor. O mesmo vale para palestrantes. Tinha que rolar um incentivo forte da organização para ter mais pessoas fazendo isso. E não ter nenhuma forma de saber quais mesas estavam abertas, quem ia mestrar o que me fez perder a mesa do acima citado Tio Doidimais. Acho que um sistema muito burocrático quanto o do EIRGP é exagero, mas pelo menos alguém pra dizer “quer jogar D&D? Tem uma mesa aqui fechando, vem que eu te levo” ia ser uma boa.
O encontro de blogs foi show. Colocar rostos nos nicks é muito legal. Dei sorte de estar lá numa hora cheia, e deu pra ver quase todo mundo. Faltou só um pouco mais de organização pra gente saber que horas o povo ia estar por lá. No próximo a gente acerta.
A pior parte foi ter lido que iam passar Monty Python e o Santo Graal às 16:30, chegar lá às 16 horas, e o filme já estar na metade e sem legenda.
Para finalizar, um comentário rápido sobre as declarações da Janaína do Grupo Ceos, que falou que foi muito bom os otakus não terem aparecido no evento. Como um grupo, eu acho os otakus muito chatos, a maioria não merece muito minha atenção, presos no seu mundinho. Mas no evento, acho que nunca deixaram a experiência pior pra mim. Seja com plaquinhas ou com cosplays, o evento fica muito mais rico se for um caldeirão de fandons (rpgistas, larpers, trekkers, jedis, wargamers, otakus, novatos, grognards…) do que se for um encontro de só uma tribo.
O evento foi muito bom, longe de ser perfeito, mas eu diria que melhor que muitos EIRPGs por aí, especialmente levando o fato que saiu em tão pouco tempo. Com certeza estarei lá de novo ano que vem, e com sorte, no EIRPG também. Wallace, o RPGCon Rio sai quando? Outubro tá bom pra mim.
P.S: esqueci completamente de falar que eu ganhei um Mutantes & Malfeitores da organização, numa promoção pra divulgar o evento. Valeu Johnny!
Por: Rayana
| 08.07.09 |
Em julho de 2008, eu e o Daniel (Mestre) fomos para o EIRPG em Sampa, meu primeiro evento nerd num mundo em que eu ainda era muito novata, pois apesar de gostar de diversas coisas consideradas nerds, o RPG era muito alheio a mim ainda. E o que poderia ter sido um fim de semana muito entediante se tornou divertido, pois encontrei uma série de atividades legais para se fazer, sem precisar sentar numa mesa e rolar dados (ainda não possuía meus dados de estimação).
Este ano, seguindo a tradição, marcamos no calendário nossa viagem para São Paulo, mas fomos surpreendidos com a notícia de que não haveria o EIRPG, mas logo o Dani pode ficar feliz novamente porque a equipe da D3 System e afins resolveram botar a mão na massa e organizar um novo evento, o RPGCon. Pudemos então continuar a planejar nossa viagem, que ganhou algo muito novo: iríamos de avião e não de ônibus. Eu, pobre menina do interior de SP, morando na selva da cidade grande, nunca tinha andado de avião na vida e estava bem apreensiva.
Digamos que eu me assustei um pouquinho dentro do avião (paro aqui para não queimar mais meu filme
), mas chegar em meia hora em Sampa foi realmente maravilhoso.
Chegamos ao evento, esperando para ver as novidades e organização, já que se tratava de algo relativamente novo. O colégio deste ano era menor que o anterior, mas até que não ficou ruim nesta parte. Senti falta de folhetos com a programação do evento, não sabia muito bem o que teria em cada dia e qual seria o horário (até porque muita coisa mudou de horário na hora).
Tudo que eu queria comprar não consegui: o Mundo das Trevas estava absurdamente caro, não tinha dados avulsos para comprar (os que tinham apareceram no segundo dia e estavam mega detonados) e os conjuntos estavam caríssimos, não tinha mais o stand com brinquedos e miniaturas de dragões, que eu tanto queria ver de novo, não tinha arco e flecha… Enfim, deu para se divertir, mas senti falta de tudo isso aí. Uma coisa legal foi o workshop dado pela Melies, de escultura para animação. Foi aí que passei praticamente todo meu sábado, criando um troll que foi semi destruído na viagem de volta.
No domingo, eu fiquei mais de bobeira do que qualquer outra coisa. Os livros da feira de usados me pareceram um tanto caro demais… A crise chegou e ficou no RPG. Mas eu ganhei um Escudo do Narrador do Mestre, lindo, lindo.
Bom, o RPGCon ainda tem muito a melhorar, mas creio que valeu a intenção. Agora é pesquisar e trabalhar para o evento cobrir esses problemas que aconteceram, mas sabemos que ele foi organizado às pressas e por isso tá valendo.
E a viagem de volta foi muuuito mais calminha!
Por: Balard
| 12.06.09 |
Em 2003, com muito custo para juntar a grana de recém universitário duro e convencer os pais a viajar, consegui realizar um sonho de criança: ir ao EIRPG (Encontro Internacional de RPG). Era num galpão enorme, numa cidade distante, com milhares de nerds fazendo coisas nerds num fim de semana nerd… Que criança não iria querer ir nisso?
Bem, um número bem grande delas, pois o povo que não sabe apreciar a diversão de um encontro de RPG não tem senso de humor (ou sente muita vergonha alheia). E olha que, quando eu fui, já não era mais criança (em idade, porque em tamanho e espírito vai ser difícil deixar de ser), mas foi muito divertido. Decidi que quem não tem Gen Con, caça com EIRPG, e fui feliz.
Compareci a todos os anos desde de então. Fui duas vezes com a Caravana Surreal, que cresceu tanto que agora é um organizadores do evento (calma, chegaremos lá). Nas outras vezes passei a ir sozinho. Nada contra o povo da caravana, mas eu quero ter a opção de TENTAR dormir na viagem de ida. ![]()
Porém, nesse ano começaram uns boatos da não realização do evento, a primeira nos 16 anos de sua existência. Não acreditei muito porque já tinha ouvido boatos como este antes. Entre confirmações e boatos, o maior evento de RPG do Brasil realmente foi cancelado. E hoje eu vi um aviso oficial da Devir no newsletter deles.
Estaria a peregrinação RPGística desse ano perdida? A feira de livros usados, os joguinhos novos, palestras, nerds com plaquinhas humilhantes e otakus com fantasias mais humilhantes estariam perdidos? Não! Felizmente o pessoa do D3System, da acima citada caravana Surreal (que realmente precisa arrumar um site decente, eu digo isso desde 2003), e o grupo Céos se juntaram para manter tudo isso rolando num frio fim de semana de julho, o RPGCon!
O evento será dia 4 e 5 de julho, 20 reais a entrada e 10 reais a meia ou antecipada. Vai ser no Colégio Notre Dame, perto do metro Sumaré, em Sampa claro. Mais informações aqui, incluindo as atrações, como chegar e tudo mais que você espera no site oficial da parada.
Para terminar, eu queria lembrar a galera que fica torcendo o nariz pro preço. O brasileiro tem uma péssima cultura de ganhar as coisas de graça. Organizar um evento desses é um trabalho enorme, sem contar os vários riscos financeiros que existem, e outros problemas mais de juntar mil malucos que precisam de ajuda psiquiátrica num lugar só por dois dias. Ainda mais fazer tudo isso em tão pouco tempo. Foram o que, dois meses para organizar tudo? O pessoal dos três grupos está de parabéns, nem que seja pela tentativa. Quem gosta de RPG ou qualquer uma das atividades relacionadas (mesmo que seja só rir de gente nerd, porque o evento é ótimo pra isso), deve ir. É uma ótima maneira de incentivar o RPG nacional.
(Nas fotos, Mestre Balard com Monte Cook, em 2007 e Pinguim antes de matar alguém, em 2008).
Por: Balard
| 21.04.09 |
Lido esse divertido e educativo post de como largar o cigarro usando as regras de D&D, aqui seguem as tais regras.
Perfeito para fumantes RPGistas que sabem que é melhor largar.
1- Nomeie seu personagem. Algo como Fumaçor, pulmonegromante 1. Não precisa nem rolar atributos. Se quiser, pode tirar o raio X do seu pulmão. Sua ficha é o raio X.
2- Mantenha seu d20 no maço de cigarros. Ou mantenha ele e o isqueiro junto com o maço numa bolsa ou algo assim.
3- Sempre que tiver vontade de fumar, isso significa que o Mestre (você) está tentando envenenar seu personagem (você também). Hora de testar sua resistência! Decida antes a dificuldade pro Veneno, digamos 15. Role o d20. 15 ou mais: você passou e não vai fumar o cigarro que queria! 14 ou menos: bem, aproveite mais uma gostosa dose de veneno cancerígeno.
4- Se você passar no teste, não pode fumar. Uma rolagem é permitida por hora. E mesmo que não tenha testado em duas horas, a próxima não vai valer dois testes. Seja rígido, ou o Associação Nacional de Mestres Narradores vai caçar seu registro.
5- A cada dia de campanha, sua Sabedoria melhora um pouco. Então, sua resistência de Vontade é melhorada a seu favor (pelo menos a favor do seu personagem; o seu Mestre prefere que você tome o veneno). Um modificador de +1 é um bom começo, levando você a passar no teste com 14 no segundo dia, 13 no terceiro. Depois de 15 dias de jogo, o teste só falha com 1 no dado.
6- Rolar 1 natural, no dado, é falha crítica. Não importa quão sábio você fique, você sempre vai poder dar uma tragadinha quando rolar um 1. Mas depois de 15 dias jogando, espera-se que sua vontade de tentar o envenenamento tenha pelo menos diminuído.
Com essas seis regras, você pode tentar de uma maneira mais divertida e condizente com sua vida nerd o desafio de largar o cigarro. É claro que você também pode alterar os valores de acordo com a rotina do seu vício sujo, que deve ser diferentes da do autor do artigo. Ou criar mecânicas mais complexas, como um longo Skill Challange da 4ª Edição, ou uma pilha de variáveis e modificadores de GURPS.
E lembrando que esse método pode ser usado com qualquer tipo de vício: WoW, vídeo game, cerveja, sedentarismo.
*Balard rolou save contra jogar DS (45): 15-4 = 11
Você falhou.
Por: Balard
| 08.04.09 |
Começou!
Para quem não conhece, o ótimo Gamefaqs faz todo ano um já clássico concurso de popularidade. A maioria das vezes é para decidir o mais querido personagem de todos os tempos, mas, pela segunda vez, eles vão decidir o melhor jogo de todos os tempos!
Em “melhor personagem”, Link, Mario, Crono, Cloud estão sempre nas cabeças. O último jogo a ganhar o título de “o melhor de todos os tempos” foi o Final Fantasy VII. Vamos ver se esse ano os votantes vão ter mais noção.
E vamos aos palpites! Para esta primeira divisão, eu aposto no Tetris e no Super Mario Bros para irem para a próxima fase. Mas particularmente os meus dois favoritos são Tetris e Megaman 2.
E os seus?
Por: Balard
| 18.03.09 |
Essa piadinha rolou solta na net semana passada. Todo mundo viu, comentou, criticou e elogiou a esperada adaptação do clássico do Alan Moore. Eu particularmente esperei ansioso, desde que li as primeiras notícias e vi as primeiras fotos do filme. Parecia tudo perfeito demais para uma adaptação. Mas depois de ver Batman, Homem Aranha e Homem de Ferro, nem estava mais preocupado com a mão destruidora de Hollywood. E depois, o diretor é o mesmo do Sin City e 300, que foram passados perfeitamente para as telas.
Eu não tenho as revistas do Watchmen. Eu as li legalmente, digo logo, pegando emprestado de um amigo meu: a livraria Siciliano. ![]()
Mas o lançamento das revistas foi leeento, especialmente para lançar o quarto e último volume. Logo, eu era fã da série mas não tinha visto o final. Só que isso nunca me preocupou, afinal, Alan Moore é um dos meus roteiristas preferidos. Top 10 e a versão dele do Supremo estão entre meus quadrinhos favoritos, lá no topo da lista. Esperei calmamente a oportunidade de pegar o 4º volume, antes de ver o filme. De preferência, ganhar ele junto com o 2º e o 3º, combinando com o 1º que ganhei de Natal.
Só que parece que a editora do Watchmen não levou muita fé, e diferente de Crepúsculo, que até hoje tem paredes feitas com os livros, Watchmen sumiu das livrarias já em janeiro. Então, tive que recorrer aos meus amigos sem face da web para descolar o 4º volume e ler antes do filme (na verdade, eu peguei emprestado do meu amigo Rodrigo, e ele por sua vez pegou dos amigos sem face).
Eu li. Bom. Eu adoro o Alan Moore, mas sinceramente… O final deve ser muito hermético e cheio de sutilezas que eu passei batido. Achei uma grande porcaria. Os personagens principais se comportam como idiotas, os antagonistas ganham os últimos e melhores diálogos (sendo que ele(s) mal falaram nada ou fizeram algo de interessante na história toda). Pra finalizar, o “vilão” é obvio, apesar do autor tentar fazer que ele seja misterioso. E tem pelo menos uns 15 meios diferentes de acabar com a Guerra Fria (e conquistar o mundo se ele quisesse) com os recursos que ele tem… Frustrante o final.
Então, no glorioso dia seguinte, fui ver o filme na sua estréia, na sessão das 6 horas. ![]()
Ingressos comprados antes da hora do almoço nos melhores lugares. Cinema lotado. A vista, o provável adolescente-pentelho-chato que vai atrapalhar o espetáculo com comentários altos e outras faltas de educação. Mas com minha Pinguim (agora sem trema) e meu pipocão, eu estava preparado.
Rapaz, falar disso uma semana depois é repetitivo, mas a abertura com a morte do Comediante, e a sequência de seis minutos dos créditos com a trilha The Times They Are A-Changin’ do Bob Dylan foi completamente hipnotizante. A parti dali eu esqueci o mundo, e delirei no filme. Os personagens, dos uniformes às vozes, não podiam estar mais perfeitos. A fotografia escura, o ar de decadência, o desenvolvimento da trama. Ótimos. As cenas de ação, violentas e cruas. O leve toque de sadismo que dado aos Vigilantes era sutil mais precioso.
A trilha sonora. Ah! A trilha sonora. Não só começando com Bob, teve Nat King Cole, Simon & Garfunkel, Jimi Hendrix. Até o Hallelujah do Leonard Cohen (aquele que toca no Shrek 2) teve. Boa parte da trilha do filme foi pega direto dos quadrinhos, que no final de cada capítulo tinha o trecho de uma música.
Chegando ao fim do filme, meu coração aperta. Estava tudo perfeito, como na história. Pra mim, não tinham cortado nada que eu senti falta, e tudo que precisava ser visto estava ali. Mas tinha o final. Eles com certeza mudariam o final. Agora, o meu medo era o COMO eles mudariam o final. Bom, começou a sequência. Começou bem, eles descobriam quem estava por trás de tudo de uma maneira um pouco menos besta que nos quadrinhos (mas besta ainda). Toda a sequência final foi incrivelmente satisfatória para mim. Mas tudo podia ir por água abaixo a qualquer momento. Até que, então, é revelado o plano mestre do vilão (tô tentando não dar spoilers, ok?). Eu sorri de orelha a orelha. Os senhores David Hayter e Alex Tse, os roteiristas, respeitam minha inteligência muito mais que o senhor Alan Moore ( que devia estar cheirado quando escreveu o fim da revista). Ali eu já sabia que sairia satisfeito. E acertei. Os personagens principais tiveram ações muito mais coerentes, ALGUÉM conseguiu deixar o antagonista menos certo de si, quase todas as frases finais dos quadrinhos foram proferidas, mas em bocas muito mas satisfatórias que a do texto original.
E a última cena realmente deu medo!
Então, pra finalizar a crítica, Watchmen merece ser visto, lido e ouvido por todo mundo que goste de uma história que faça você pensar, e que queira ver super-heróis sendo tratados com profundidade e maturidade raramente vistos.
Com um dos grandes filmes desse ano riscado da lista, que venham os próximos. Se forem metade do que Watchmen for, estarei feliz de ter gasto meu dinheiro.
Para 2009:
Watchmen – Visto
The Spirit – 20 de Março
Dragonball – 8 de Abril
Transformers 2 – Junho
Era do Gelo 3 – Julho
Harry Potter – Julho
G.I. Joe – Agosto
Por: Rayana
| 05.02.09 |
Dentro do mundo do pessoal que escuta heavy metal, eu, como mulher, sempre fui a minoria. Não dá pra negar que este é um território masculino, brutal e com barba. E dentro dessa minoria, há ainda aquela mínima porcentagem de meninas que gostam da música por gostar, sem ser pela beleza (?) dos caras, pelo status de pessoa trevosa ou por fase da vida mesmo.
Achei que não mais entraria em outro mundo tão machista como este, mas me deparei com um novo desafio: o mundo cheio de testosterona do RPG. Maioria esmagadora, os garotos são 90% da comunidade jogadora, na minha opinião. Eu, que até agora adquiri uma pequena experiência entre uns eventos e outros, pude perceber que muitas vezes eu era a única presença feminina ali que sabia de pelo menos alguma coisinha do que se passava. Isso tirando os eventos grandes, que há um número maior de mulheres, mas nada comparado aos cuecas de plantão.
Agora o porquê exatamente disso eu não sei. Na minha humilde opinião, os mesmos caras que reclamam que não tem meninas jogando são os caras que as afastam desse meio. Talvez esse mundinho tenha se tornado tão masculino graças aos seus próprios participantes. Como não se sentir pressionada com aquele monte de macho te olhando como uma espécie em extinção durante um evento qualquer? Agora que eu até entendo mais de RPG, gostaria de participar das mesas nesses eventos, mas creio que não aguentaria os olhos e a pressão em cima de uma jogadora pré-iniciada. Eu tenho um ritmo mais lento e nem sempre me sinto à vontade jogando, e às vezes eu só atrapalho, sem falar que ainda tenho dificuldade para lembrar de todas as coisas necessárias para um personagem…
Talvez com o tempo e a experiência adquirida, eu me sinta mais a vontade e apta para este mundo dos meninos. Pelo menos, até agora, pareço estar me dando bem. Sem falar que os dados são lindos.
Por: Balard
| 05.01.09 |
Feliz 2009!
Estamos de volta! Reformados e turbinados! Agora com mais segurança!
Um dos temas que eu estava querendo falar há algum tempo são os clássicos dos videogames, começando pela geração dos 16 bits. Os famosos Super Nintendo e Mega Drive (todo mundo teve um dos dois), a guerra dos consoles (você era Sega ou Nintendo), etc. Atualmente, com a venda de jogos pelos serviços online do Wii e do XBox 360, surgiu um mercado para os chamados “vintage games”, que no bom português são os “jogos velhos”.
Para homenagear os jogos que fizeram parte da minha infância e adolescência (viva a emulação), segue abaixo uma lista com os Top 10 Jogos de 16 bits, puramente baseada no meu gosto pessoal e com o único objetivo de causar polêmica e esquecer o SEU jogo favorito.
10 – Ultimate Mortal Kombat 3
Melhor Luta
Mortal Kombat, uma grande franquia. Os melhores MKs são de Super Nintendo, sendo uma escolha difícil entre o UMK3 e o MK2. Com uma enorme seleção de personagens, uma variada quantidade de fatalities e afins, a introdução dos combos, o UMK3 é um jogo recheado. Creio que é o jogo de luta de 16 bits que eu passei mais horas jogando, e é bem difícil por sinal. O velocidade da porrada era muito rápida, e com um ou dois erros você tinha a chance de ser trucidado. Vale a pena para quem só conhece os MKs recentes (coitados).

9 – Rock’n Roll Racing
Melhor Corrida
“Let’s the carnage begin”
RRR é O jogo de corrida. Máquinas envenenadas, armas aos montes, violência na pista, oponentes maus e só rock famoso na trilha. ![]()
O jogo era uma série de temporadas de um campeonato de corrida espacial onde valia tudo. Com pistas elaboradas, você tinha que conseguir acumular um número mínimo de pontos em um número específico de corridas para passar para a próxima temporada. No fim da cada corrida, você podia gastar o dinheiro ganho do prêmio com melhoras para o carro (melhor motor, mais armas, melhor fuselagem) ou comprar carros novos. Muito divertido tanto no single player quanto com dois jogadores. Vale a pena para quem nunca viu ou para dar uma relembrada.

8 – Sonic 3 & Knuckles
Melhor Sonic
Sonic foi um grande jogo. Ação constante, fases interessantes, montes de inimigos, bom nível de dificuldade. Sonic 3 e Sonic & Knuckles foram os últimos 2D do porco espinho azul da era. Sonic é um jogo ótimo. Só peca pelo fato que, por um lado, você quer voar pelos cenários em velocidade supersônica, por outro lado, você quer explorar cada centímetro para achar a porcaria das esmeraldas. Pelo menos após você achar todas, você é recompensado com o poder super sayajin do Super Sonic (apesar de ser um jogo de Mega). Jogar com o Super Sonic (ou com Super Tails ou Super Knuckles) é uma das experiências mais divertidas em videogame. Só faltava o Sonic poder quicar pelas paredes. Aí seria genial.

7 – Demon’s Crest
Melhor Plataforma
Você é um demônio que lutou numa guerra que envolveu todo o inferno por um conjunto de artefatos que davam poder infinito para o usuário, derrotou o dragão-demônio, venceu a guerra, e quando você era o cara mais bad-ass lá de baixo, um covarde te ataca depois da luta final, rouba teus artefatos e sai rindo. Agora você é um demônio muito do puto e parte atrás dele. Gráficos ótimos, temática diferente, música sombria, muita ação, muita exploração, segredos e dificuldade bem alta são os pontos fortes. Quem não conhece vale a pena conferir. O mestre final é o mais legal e apelão que eu já enfrentei. Você só luta contra o mestre final real depois de achar todos os segredos do jogo.

6 – Shining Force 2
Melhor RPG/Estratégia
Esse é O RPG do Mega. História legal, personagens carismáticos, sistema de luta estratégico, além de todos os atributos de sempre de um RPG de videogame. O interessante é que o estilo de luta com tabuleiro (que nem Final Fantasy Tactics) permite que você tenha o maior grupo (que eu me lembre) de RPGs de videogame. São 12 personagens no máximo, para escolher de um total de 30. Cada personagem não tem uma infinidade de poderes como um Final Fantasy, mas as variações estratégicas de grupos diferentes são um ponto maravilhosamente nerd de discussão. ![]()
Outra característica legal é que, após os créditos, caso você espere um bocado de tempo, ele te joga numa luta com seu grupo final contra TODOS os mestres. Muito divertido (e difícil). Vale a pena jogar. Por curiosidade meu grupo era Bowie, Peter, Slade, Chester (como Pegasus Knight), Sarah (como Master Monk), Jaha (como Baron), Kazin (como Sorcerer), May, Karna (como Master Monk), Taya, Frayja e Sheela/Lemon.

5 – Final Fantasy 6
Melhor RPG
Vulgo Final Fantasy III, é um dos melhores FFs (sim, bem melhor que o chato do 7). História incrível, mecânicas ótimas, trilha muito boa. Final Fantasy 6 prende você do início ao fim. Conta com uma mistura certa de tecnologia e magia, a luta de um grupo rebelde contra um Império (já vi isso), uma raça de seres mágicos que estão morrendo e que te emprestam os poderes e personagens únicos. Ótimo. Infelizmente, é o único RPG dessa lista que tem encontros aleatórios no mapa (são irritantes). O jogo é enorme, cheio de reviravoltas. Se você nunca jogou é uma pena. Meu grupo preferido é Terra, Sabin, Cyan e Celes.

4 – Beyond Oasis
Melhor Aventura
Este é um jogo que pouca gente conhece; um adventure que, na minha humilde opinião, é melhor que o Zelda: A Link To The Past (nada de ficar perdido entre dois mundo). Com uma historinha legal, ótima jogabilidade, gráficos bonitos e grande variação de itens e fases, Beyond Oasis é uma pérola que pouca gente conhece do Mega Drive. O mais legal do jogo é a mecânica de invocação de espíritos. Durante o jogo, você encontra 4 espíritos: Água, Fogo, Sombra e Plantas. Cada um dele tem um meio de invocação diferente, em que você precisa arremessar sua bola de luz para chamá-lo. Por exemplo, para chamar o espírito da Água, você precisa acertar algum corpo líquido no jogo (como lago, cachoeiras e poças) ou inimigos aquosos, como gosmas. Já o da Sombra é invocado ao acertar reflexos. Espelhos, cristais e até armaduras polidas dos inimigos servem. O combate é frenético e tem uma ótima dose de itens secretos e exploração. Muito bom.

3 – Secret Of Mana 2
Melhor RPG com toques de ação
É um Beyond Oasis com mais elementos de RPG, uma história melhor e 6 personagens para escolher. ![]()
Excelente RPG, infelizmente só passou a ser conhecido no Ocidente depois da descoberta da emulação. Apenas com uma versão japonesa (o nome original é Seiken Densetsu 3), ele foi traduzido por fãs para o inglês. No SOM2, você escolhe 3 personagens de 6. O interessante é que, em vez de se ter um personagem principal e ir encontrando os outros ao longo da história, você escolhe os 3 personagem que quer jogar no início, sendo que a escolha do primeiro define os principais pontos da história. A partir daí, você começa a jogar com ele, e vai encontrar os outros dois personagens em momentos específicos da história. Muito legal. Os outros não escolhidos aparecem como NPCs em várias partes. Cada personagem ainda tem 4 classes possíveis para serem assumidas, aumentando muito o nível de replay do jogo. Diferente de outros RPGs, em Secret Of Mana a ação ocorre em tempo real, com você controlando um dos personagens e o computador os outros dois (com a opção de ser jogado com dois jogadores). As lutas não são aleatórias, nem em um campo de batalha. Os gráficos característicos da série e uma trilha muito boa completam o grande jogo. Por sinal, foi o único jogo que eu escrevi um guia extenso ^^. Minha formação preferida são Hawk como Nightblade (dark dark), Angela como Rune Master (dark light) e Kevin como Warrior Monk (light dark).

2 – Super Metroid
Melhor Exploração
Ah, Samus… Super Metroid é um jogo de plataforma e exploração, com um cenário enorme para passear, vários ambientes diferentes, duas dezenas de power ups, centenas de itens espalhados, inimigos desafiadores e uma personagem principal gostosa (mesmo que esteja sob 20 cm de metal alienígena). Super Metroid é um jogo grande, difícil e divertido. Exige que você pense e seja rápido, mas sem taxar demais. Ele oferece um desafio no nível que o jogador deseja (terminar em menos de 3 horas é complicado). Quando você termina SM, fica pensando se tem como arrumar um jogo melhor. Felizmente tem, por isso ele é o segundo lugar!
Quem gostou desse e tem alguma coisa contra o Metroid em primeira pessoa das gerações mais novas, o Metroid Fusion de GBA é quase tão bom quanto esse. Realmente um jogo incrível, que não perde nada com o tempo.

1 – Chrono Trigger
Melhor
Chrono! Good morning! Ah, quem diria que uma jornada tão incrível teria um início tão singelo, um garoto ruivo sendo acordado pela mãe numa manhã bucólica… Chrono é uma obra prima, com uma equipe que pode ser chamada de Dream Team dos videogames, que conta com os principais designers e roteiristas, músicos da Square, incluindo o design gráfico do Akira Torayama (nunca se perguntou por que o Goku e o Chrono tem o mesmo cabeleireiro?). Chrono tem tudo que um grande jogo tem. Música maravilhosa, gráficos surpreendentes para o velho Super Nintendo, história complexa, personagens carismáticos, mecânicas interessantes, etc. Chrono evita muitas armadilhas de RPGs de videogame, é menos linear (tem 12 finais), não tem encontros aleatórios, as escolhas dos personagens do seu time são extremamente relevantes, tem side quests úteis e interessantes no enredo principal. Tudo isso sem contar a maravilhosa inserção de viagens no tempo e inimigos realmente épicos. Chrono merece todos os elogios possíveis. Para deixar registrado, meu grupo favorito é o Chrono, o Robo e o personagem secreto.

Bom, é isso. Quais são os jogos velhos de 16 bits que marcaram o início da sua vida nerd?
PS: Para completar, aqui vão outras menções honrosas que poderiam estar na lista, ou só porque são bons mesmo. Escolher só 10 é difícil pra cacete.
Runner ups: Megaman 7, Super Street Fighter, EVO – Search For Eden, Vectorman, Kirby Superstars, Terranigma, Shadowrun, Earthworm Jim, Gunstar Heroes, Final Fight 3, Streets of Rage 2, F-Zero, Top Gear, Phalanax (melhor shooter), Megaman & Bass, Megaman X 3, Blackthorne, Lost Vickings 2, Breath of Fire 2, Phantasy Star 4, Super Mario All Stars, Super Mario RPG, X-Men 2: Clone Wars, X-Men: Mutant Apocalypse, Kid Chameleon, Star Fox, Out Of This World, Alladin, The Adventures Of Batman & Robin, Castlevania: Dracula X, Bomberman 5, Super Mario World, Donkey Kong Country 3, Zombie Ate My Neighbours, Super Mario Kart, Super Mario World, Legend Of Zelda: A Link To The Past.
Por: Rayana
| 30.09.08 |
Estou em clima de Tolkien.
Nesta madrugada, finalmente consegui terminar de ler a história da guerra do Anel, descrita nos três adoráveis volumes de O Senhor dos Anéis. Sim, eu sei que estou meio atrasada em relação à humanidade, mas, após várias tentativas frustadas de ler a série, finalmente cheguei ao fim. Essas tentativas frustadas se deram devido aos maçantes capítulos iniciais de A Sociedade do Anel. Quando comecei a ler, eu me sentia sonolenta e sem senso de direção com as incontáveis descrições de cenários e direções das viagens (esta última eu desisti de entender na metade do segundo livro…). Pelo menos era um bom remédio para as noites de insônia! Quando finalmente criei coragem e disposição para continuar lendo, segui algumas dicas, como simplesmente ignorar as várias canções que Tolkien enfiou no meio dos livros e que, para mim, eram um tanto quanto chatas de ler. Nem acreditei quando consegui terminar A Sociedade do Anel, mas havia muitos outros livros para ler em minha estante e resolvi deixar o resto da série para depois.
Há duas semanas, resolvi continuar minha saga pela Terra-Média e agora cheguei ao fim! Creio que demorei mais para ler o primeiro livro do que para ler As Duas Torres e O Retorno do Rei, juntos. Engraçado é quando você chega ao “fim”, onde Frodo finalmente cumpre sua missão e joga o Anel na Montanha da Perdição (bem, não joga, Gollum cai com ele) e você olha para o livro e vê que ainda restam muitas páginas, muitas mesmo! E se desenrola mais uma sequência de pequenas histórias… Confesso que quase cheguei a sentir o sono do início de A Sociedade.
No fim, o saldo foi positivo. Gostei muito dos livros, tirando esses pormenores. É realmente incrível a imaginação de Tolkien e todo o mundo que ele criou e que inspirou e ainda inspira muita gente até os dias de hoje.
Agora quero rever os filmes. Esse foi meu maior erro, talvez: ver os filmes antes de ler. O bom é que não me lembro de quase nenhuma cena, então poderei compará-los aos livros, quase como se estivesse vendo pela primeira vez.
Ah! Descobri que tem um monte de banda de heavy metal que tem alguma coisa de Tolkien… Algumas eu já conhecia, como o Blind Guardian, que fala muito sobre esse tema (mas não apenas disso), mas há várias outras referências, como a Planície de Gorgoroth, em Mordor, que inspirou o nome da banda norueguesa de black metal Gorgoroth. Montanha da Perdição, na língua de Gondor, é Amon Amarth, outro nome de banda. Sagrath, nome artístico do vocalista da banda Dimmu Borgir, retirou seu nome de um dos capitães dos orcs. O Tristania tem uma música chamada Simbelmyne, e no livro é citado que existe uma planta que nunca murcha, chamada simbelminë. O Nightwish faz referências à Elbereth na música Wishmaster. Adorei.
